Agrofamiliar – + Pecuária Brasil https://maispecuariabrasil.com Portal + Pecuária Brasil Tue, 23 May 2023 12:48:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://maispecuariabrasil.com/wp-content/uploads/2022/09/logo2-1-75x75.png Agrofamiliar – + Pecuária Brasil https://maispecuariabrasil.com 32 32 DECLARAÇÃO DE VACINA: Pecuaristas Têm Até 12 De Junho Para Comprovar Imunização E Atualizar Cadastros Dos Rebanhos Do DF https://maispecuariabrasil.com/2023/05/declaracao-de-vacina-pecuaristas-tem-ate-12-de-junho-para-comprovar-imunizacao-e-atualizar-cadastros-dos-rebanhos-do-df/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=declaracao-de-vacina-pecuaristas-tem-ate-12-de-junho-para-comprovar-imunizacao-e-atualizar-cadastros-dos-rebanhos-do-df Tue, 23 May 2023 12:43:38 +0000 https://maispecuariabrasil.com/?p=23645

O controle rígido da vacinação pecuária é fundamental para a economia do país, nos controles da cadeia produtiva da pecuária nacional e à saúde financeira dos produtores brasileiros também. Por isso, a Declaração de Vacina é muito importante. No caso do Distrito Federal, a medida está sendo adotada em substituição à campanha de vacinação contra febre aftosa, atendendo às novas diretrizes do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (PNFA), após a decisão do Ministério da Agricultura de suspender a vacinação contra febre aftosa no Distrito Federal a partir de 2023. Assim, até o dia 12 de  junho os produtores rurais brasilienses devem declarar a vacinação do seu rebanho e atualizar o cadastro de suas propriedades e explorações pecuárias. Desde o dia 1º o DF está realizando este processo. A campanha de declaração de vacinação e atualização cadastral foi implementada por meio da Portaria Nº 11, de 15 de fevereiro de 2023, da Secretaria da Agricultura do Distrito Federal, a Seagri-DF

Este processo de declaração é decisivo na cobertura vacinal dos rebanhos, garantindo o controle sanitário do gado, evitando a entrada e disseminação de doenças que possam trazer impactos para a saúde pública ou para a economia brasileira. A Portaria recomenda a vacinação anual contra raiva em bovinos, bubalinos e equídeos no Distrito Federal, além da imunização obrigatória das fêmeas bovinas e bubalinas contra brucelose. Os animais vacinados pela primeira vez contra raiva devem receber dose de reforço após 30 dias da primeira imunização.

Já a atualização cadastral será realizada por meio da conferência e modificação, quando necessário, dos dados pessoais dos proprietários dos animais, além dos dados da propriedade e das explorações pecuárias, como número de animais por espécie, gênero e faixa etária. A declaração de vacinação dos animais e atualização das explorações pecuárias deverá ser realizada de forma on-line, por meio do Siagro-DF, o Sistema de Informações em Defesa Agropecuária do Distrito Federal, ou de forma presencial, com preenchimento e entrega do formulário denominado “Declaração do Produtor” em uma das unidades de atendimento da Defesa Agropecuária da Seagri-DF, abaixo listadas:

Iniciada a campanha de declaração de vacinação e atualização de cadastro, a emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA) só será autorizada após atualização de todas as explorações pecuárias existentes na propriedade. Quem descumprir o prazo para atualização cadastral fica sujeito a sanções administrativas, além do impedimento de emitir GTA para entrada ou saída de qualquer espécie animal de sua propriedade até regularização da inadimplência.

 Para mais informações, entrar em contato com uma das unidades da Defesa Agropecuária da Seagri-DF, por meio dos seguintes canais:

Com informações da Seagri-DF.

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Vacinação Contra Aftosa Começa 1º De Maio Para 73 Milhões De Bovinos E Bubalinos https://maispecuariabrasil.com/2023/04/vacinacao-contra-aftosa-comeca-1o-de-maio-para-73-milhoes-de-bovinos-e-bubalinos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=vacinacao-contra-aftosa-comeca-1o-de-maio-para-73-milhoes-de-bovinos-e-bubalinos Fri, 28 Apr 2023 19:46:00 +0000 https://maispecuariabrasil.com/?p=23574

A primeira etapa da vacinação ocorrerá em 14 estados brasileiros já a partir de segunda-feira, quando se inicia a primeira etapa da campanha nacional de imunização contra a febre aftosa. A campanha 2023 segue até o dia 31 de maio com previsão de 73 milhões de bovinos e bubalinos de todas as idades vacinados. A primeira etapa de vacinação ocorrerá no Alagoas, parte do Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e São Paulo, conforme o previsto pelo calendário nacional

As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 mL na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.

Além de vacinar o rebanho, o produtor deve também declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação deve ser realizada nos prazos estipulados pelo serviço veterinário estadual. Em caso de dúvidas, a orientação é para que procurem o órgão executor de defesa sanitária animal de seu estado.

Suspensão da vacina

Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Distrito Federal – pertencentes ao Bloco IV do Plano Estratégico 2017-2026, do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PE-PNEFA) – não vacinarão mais seus animais nesta etapa, conforme a Portaria nº 574, publicada no dia 3 de abril. A ação faz parte da evolução do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, previstas no PE-PNEFA. 

As sete unidades Federativas, que não precisarão mais vacinar seu rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa, somam aproximadamente 113 milhões de cabeças, representando cerca de 48% do rebanho total do País. A retirada da vacinação suspende alguns custos, gerando um benefício imediato aos produtores e uma oportunidade para que parte dos recursos seja redirecionado para ajudar no custeio e investimentos necessários à manutenção do status sanitário alcançado.

Neste momento, não haverá restrição na movimentação de animais e de produtos entre esses estados e as demais UFs que ainda praticam a vacinação contra a febre aftosa no país. Isso porque o pleito brasileiro para o reconhecimento internacional de zona livre sem vacinação não será apresentado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) neste ano de 2023, dando tempo para que outros Estados do Bloco IV executem as ações necessárias para a suspensão da vacinação e o pleito seja apresentado posteriormente, de forma conjunta.

Com informações do Mapa.

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Embargo Chinês Pode Reduzir Preço Da Carne; Caso Isolado De EEB Não Oferece Risco De Transmissão https://maispecuariabrasil.com/2023/02/pecuaria-brasil-embargo-chines-pode-reduzir-preco-da-carne-caso-isolado-de-eeb-nao-oferece-risco-de-transmissao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pecuaria-brasil-embargo-chines-pode-reduzir-preco-da-carne-caso-isolado-de-eeb-nao-oferece-risco-de-transmissao Thu, 02 Feb 2023 11:56:49 +0000 https://maispecuariabrasil.com/?p=23293

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, “diante da confirmação de um caso de EEB, Encefalopatia Espongiforme Bovina (mal da “vaca louca”), em um animal macho de 9 anos em uma pequena propriedade no município de Marabá (PA), todas as providências governamentais estão sendo tomadas para o mercado de carnes brasileiras.” Pelas características descritas pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), o caso de “vaca louca” é uma forma atípica da doença, que surge de forma espontânea no animal em decorrência do envelhecimento das células. Seguindo o protocolo sanitário oficial, as exportações para a China foram temporariamente suspensas desde a última quinta-feira, 23 de fevereiro. A combinação do aumento de oferta da carne pelo período da Quaresma com o embargo da China podem diminuir o preço da carne no mercado interno

O governo brasileiro, desde quando comunicou à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o caso no Pará, aguarda o resultado das amostras enviadas para o laboratório referência da instituição em Alberta, no Canadá, que poderá confirmar se o caso é atípico. O animal, criado em pasto, sem ração, foi abatido e sua carcaça incinerada no local. O serviço veterinário oficial brasileiro está realizando a investigação epidemiológica que poderá ser continuada ou encerrada de acordo com o resultado.

Casos atípicos dessa doença conhecida por mal da “vaca louca” não oferecem risco de disseminação em rebanhos ou de transmissão ao ser humano

Nos casos anteriores como este último, em 2021, o Brasil sofreu um embargo da China por mais de 100 dias, sendo dois casos atípicos da doença registrados em Mato Grosso e Minas Gerais. Embora a doença tenha sido confirmada pelos laboratórios brasileiros, o exame no Canadá, mais sofisticado, informará se o caso era atípico (gerado espontaneamente na natureza, sem transmissão) ou clássico (transmitido entre animais por ingestão de ração contaminada). A propriedade em Marabá (PA), onde foi detectada a doença, poderá voltar a comercializar o gado bovino assim que sair a confirmação do caso atípico, confirmando que a carcaça do animal foi incinerada, sem contato com o restante do rebanho.

Mercado interno indica queda de preços

“O preço da carne bovina, que já apresentava leve queda desde o início do ano, deve continuar recuando nos próximos dias. Um levantamento do site Mercado Mineiro revelou que a suspensão das vendas de carne bovina do Brasil para a China, em virtude da investigação sobre um caso de “mal da vaca louca”, ainda pode potencializar essa redução. A pesquisa mostrou que entre a primeira semana de janeiro até o último dia 24, o preço médio da picanha caiu 4,91%, passando de R$ 71,89 para R$ 68,36. O quilo do filé mignon reduziu de R$ 71,08 para R$ 67,65, uma queda de 4.83%. O mesmo ocorreu com o chã de fora, que recuou 3.40%, e com o lagarto, que ficou 3.57% mais barato. “Os preços estão caindo desde janeiro, muito em função do poder aquisitivo da população, uma vez que a carne bovina estava muito cara. E ainda assim, a gente sabe que há o temor do consumidor por causa da ‘vaca louca’. Por isso, podemos ter mais queda de preço nos próximos dias,” enfatizou Feliciano Abreu, diretor do site Mercado Mineiro. 

Levantamento do site Mercado Mineiro revelou que a suspensão das vendas de carne bovina do Brasil para a China, pode potencializar a redução de preços

A variação de preços também chama atenção. Nos cortes da picanha tradicional, o índice pode chegar a 144%, porque a carne pode custar de R$ 48,99 até R$ 119,98. Já o quilo do filé mignon pode ser encontrado de R$ 44,99 até R$ 89,99, uma variação de 100%, a mesma do lagarto, que pode ser comprado de R$ 29,99 até R$ 60,00. A carne de frango foi outra que apresentou queda. O quilo da asa resfriada caiu 5.86%, ao passar de R$ 17,54 para R$ 16,51. O filé de peito, que custava R$ 21,54, recuou para R$ 20.48, uma redução de 4.91%. Já o peito resfriado ficou 2,70% mais em conta, porque caiu de R$ 14,27 para R$ 13,89. 

Com informações do Mapa, portal Notícias Agrícolas, Agência de Defesa Sanitária de Rondônia e portal O Tempo, por Nubya Oliveira.

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REFORMA AGRÁRIA: Ministério do Desenvolvimento Agrário é recriado com assinatura da Agricultura Familiar https://maispecuariabrasil.com/2023/01/reforma-agraria-ministerio-do-desenvolvimento-agrario-e-recriado-com-assinatura-da-agricultura-familiar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=reforma-agraria-ministerio-do-desenvolvimento-agrario-e-recriado-com-assinatura-da-agricultura-familiar Tue, 03 Jan 2023 18:37:16 +0000 https://conafer.org.br/?p=22613 A manhã desta terça-feira, 3 de janeiro de 2023, é um momento histórico na luta pela terra no Brasil. Criado em 25 de novembro de 1999, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) nasceu para cuidar da reforma agrária, regularização fundiária na Amazônia Legal e o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar; além da identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação de terras ocupadas por comunidades quilombolas. Em 2016, o MDA mudou o status para Secretaria Especial, sendo praticamente extinto depois de ser transferido para o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Agora, o MDA volta como Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Na posse realizada na Conab, o titular da nova pasta, ministro Paulo Teixeira, deixou claro em sua fala que o MDA voltou para fazer reforma agrária e aumentar a produção agrofamiliar como forma de vencer a fome no Brasil

Ao assumir o ministério, Paulo Teixeira lembrou que 70% da produção dos alimentos que vão à mesa dos brasileiros provêm dos agricultores familiares. Porém, foi enfático ao afirmar que é necessário aumentar esta performance produtiva dos produtores rurais.

Aumentar a produção do campo é um dos objetivos do Ministério do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar para acabar com a fome

Para cumprir os objetivos de garantir a segurança alimentar do país e desenvolver mais o segmento, o novo ministro afirmou que será necessário revitalizar os programas da agricultura familiar, como a compra direta de alimentos do produtor pelo PAA, o Programa de Aquisição de Alimentos, uma das principais políticas de apoio e incentivo à agricultura familiar no Brasil, em que cooperativas e associações vendem seus produtos para órgãos públicos. Paulo Teixeira também reforçou a importância do PNAE, o Programa Nacional de Alimentação Escolar, e do crédito à produção agrofamiliar sob responsabilidade do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf.

Fortalecer a compra direta de alimentos do produtor pelo PAA, o Programa de Aquisição de Alimentos, é uma das metas do novo ministério

Em sua nova estrutura, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar terá sob a sua responsabilidade, a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater); Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S/A (Ceasa Minas); Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp); Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Sobre o ministro Paulo Teixeira

Nascido em Águas da Prata, no interior de São Paulo, Paulo Teixeira estudou direito na USP. Advogado e mestre em Direito no estado de São Paulo, foi subprefeito de São Miguel Paulista de 1989 a 1992 e Secretário de Habitação na capital paulista. Em 2022, foi eleito para o quinto mandato de Deputado Federal por São Paulo. Paulo Teixeira é um dos autores das leis de auxílio emergencial do Vale Gás e de Suspensão de Despejos, garantindo que as famílias não fossem desalojadas de suas casas durante a pandemia da Covid-19. Também é relator do novo Código de Processo Civil, que incluiu o artigo que obriga a participação do poder público na mediação de conflitos em terras urbanas e rurais.

Com informações do Mapa.

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CONAFER 2023: entidade vai consolidar programas, lançar novos projetos e ampliar as filiações https://maispecuariabrasil.com/2022/12/conafer-2023-entidade-vai-consolidar-programas-lancar-novos-projetos-e-ampliar-as-filiacoes/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=conafer-2023-entidade-vai-consolidar-programas-lancar-novos-projetos-e-ampliar-as-filiacoes Fri, 30 Dec 2022 17:15:38 +0000 https://conafer.org.br/?p=22565 Neste próximo ano, a Confederação completa 12 anos de intensa atuação na representatividade de parcela importante dos agricultores familiares brasileiros. Neste tempo, inúmeros projetos, programas e serviços foram lançados e desenvolvidos para os pequenos produtores da ativa e os aposentados. A entidade é correspondente legal do Banco do Brasil por meio do AgroConafer, levando crédito a todas as categorias de agricultores do segmento. No setor de extensão rural, a CONAFER vem desenvolvendo projetos como o ERA, Empreendorismo Rural Agrofamiliar, levando capacitação, aumentando a produção e gerando renda aos indígenas e quilombolas. Na educação, foi criado o ERA nas Escolas, já implantado no DF, e as Escolinhas de Futebol com 450 crianças no Sul da Bahia. Na saúde existem projetos voltados aos povos tradicionais e convênios para filiados e aposentados com universidades, escolas, clínicas, hospitais, supermercados e farmácias. Ações sociais também estão na pauta em todas as 5 regiões. Implantado no final de 2021, a efetivação do +Pecuária Brasil, o maior programa de melhoramento genético do país, é uma realidade. Depois de chegar em quase 2,5 mil cidades, dezenas de milhares de novos bezerros estão previstos para nascer no próximo ano. O INSS Digital avançou muito em 2022, e a perspectiva é de ampliação ainda maior do serviço previdenciário em 2023, consolidando a CONAFER como a marca da agricultura familiar brasileira

Conheça algumas dos projetos da CONAFER para 2023

PROGRAMA +PECUÁRIA BRASIL

O maior programa de melhoramento genético da agricultura familiar brasileira.

A CONAFER, em parceria com a empresa líder da América Latina na tecnologia de inseminação artificial, a Alta Genetics, criou o + Pecuária Brasil para o desenvolvimento dos rebanhos bovinos de corte e leite em todo o país, contribuindo para crescimento socioeconômico dos agropecuaristas familiares. Por meio de acordos de cooperação técnica com secretarias de estado e municípios, a CONAFER já implantou o +Pecuária em quase 2,5 mil cidades, nos 26 estados e Distrito Federal. Uma verdadeira revolução genética na pecuária familiar brasileira.


AGROCONAFER 

Créditos e financiamentos à produção pelo Banco do Brasil.

A CONAFER é correspondente legal do Banco do Brasil por meio do BB AgroConafer para acesso ao Pronaf e financiamento da produção, fomentando o desenvolvimento dos seus associados. Esta parceria com a primeira e maior instituição bancária do país, surgiu com o objetivo de facilitar a vida do agricultor familiar ao dar a ele acesso mais digno e rápido a créditos e políticas públicas, como o Pronaf Mais Alimentos e o Pronaf Custeio.


INSS DIGITAL

Produtos e serviços aos aposentados rurais.

A CONAFER atende as demandas dos agricultores da terceira idade por meio de acordo de cooperação técnica com o INSS, realizando trâmites, processos e entregando serviços aos aposentados por meio digital:

  • Assessoria no acesso à aposentadoria como agricultura familiar;
  • Serviços digitais do INSS e como acessar e utilizar;
  • Convênios com farmácias, mercados e clínicas médicas;
  • Programação de encontros, atividades culturais e de lazer;
  • Assessoria jurídica junto ao INSS;
  • Cursos de EAD e presenciais nos Espaços e Associações;
  • Integração ao Projeto Replantar. 


ERA

Empreendedorismo Rural Agrofamiliar

O ERA cumpre inúmeras demandas: regularização fundiária, escrituração e titularização de terras; fortalecimento do crédito para produção; garantia do comércio com valor agregado; modernização dos processos produtivos; fortalecimento do agricultor como produtor agrícola. O projeto oferece um leque de opções de culturas para o produtor implantá-lo em sua propriedade, são os Módulos de Produção. A ideia é que o agricultor possa consorciar sua produção sempre com outra, animal ou vegetal, garantindo uma renda nos 12 meses do ano. A estação ERA trabalha com a capacitação da família produtora em três setores: produção agrícola e animal; mercado e empreendedorismo; e gestão de crédito. 

ERA NAS ESCOLAS

A infância é a melhor fase para trabalhar a educação ambiental. Pelo seu ineditismo e sucesso inicial, o Era nas Escolas vem chamando a atenção de diversos governos estaduais, e agora o objetivo é levar a iniciativa para todo o país. O projeto tem a missão de desenvolver nas crianças o respeito ecológico e a participação no cuidado com o meio ambiente, tornando-as verdadeiras inspetoras ecológicas. A metodologia utilizada no Era nas Escolas contempla diálogos informais e educativos, brincadeiras lúdicas e coletivas, vídeos, coletas de dados, confecções de materiais por meio de sucatas recicláveis e retornáveis, cultivo de hortas, incluindo-se o ensino das cadeias produtivas e como os alimentos podem ser utilizados no preparo das refeições na escola.


PARCERIA FUNDAÇÃO HOSPITALAR DA MATA ATLÂNTICA 

A Fundação, sediada em Camacã, 400 km de Salvador, presta serviços hospitalares aos agricultores indígenas.

São procedimentos ambulatoriais e exames de laboratório das famílias de agricultores indígenas e povos tradicionais, de todas as categorias representadas pela Confederação nas aldeias do município de Pau Brasil, Sul da Bahia. O Hospital Dr. Osvaldo Valverde da Fundação Hospitalar Mata Atlântica oferece atendimento de urgência e emergência, 50 leitos ativos e mais de 120 funcionários, atendendo as especialidades de obstetrícia, cirurgias em geral, cirurgias ginecológicas e pediatria, além da clínica médica geral.


ACORDO UNILAB

O benefício do conhecimento pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira

Criação e desenvolvimento de programas de educação para o setor agrofamiliar, com capacitação e acesso dos agricultores ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) pelo acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), além de outros projetos pedagógicos de graduação e extensão ao segmento agrofamiliar, como cursos EAD.


ACORDO FNDE

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e a capacitação dos agricultores para integrar o PNAE

Acordo de Cooperação Técnica com o FNDE, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, oferece a capacitação de produtores e gestores estaduais e municipais, melhorando a força de trabalho da agricultura familiar, qualificando os agricultores a fazer parte do Programa Nacional de Alimentação Escolar, PNAE, e assim promover uma alimentação saudável e adequada nas escolas públicas.


Convênios com inúmeros benefícios aos associados 

Atuante em todo os país, a Confederação tem realizado uma série de convênios voltados aos seus associados na ativa e também aos aposentados do INSS. E basta ser filiado à CONAFER para ter todos estes benefícios todos os dias. São clínicas, faculdades, profissionais liberais e centenas de empresas que oferecem descontos especiais aos filiados e aposentados.


Acordo de Cooperação Técnica com o Serviço Florestal Brasileiro

2023 é o ano de efetivar o Acordo de Cooperação Técnica entre a CONAFER e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), cujo objetivo é o efetivo engajamento na regularização ambiental das propriedades agrofamiliares, envolvendo a implantação da recuperação de florestas e de tecnologias agroecológicas, conforme as diversas ações do plano de trabalho.

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2022 se encerra com milhares de bezerros nascendo por todo o país; CONAFER lidera a revolução genética https://maispecuariabrasil.com/2022/12/pecuaria-brasil-2022-se-encerra-com-milhares-de-bezerros-nascendo-por-todo-o-pais-conafer-lidera-a-revolucao-genetica/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pecuaria-brasil-2022-se-encerra-com-milhares-de-bezerros-nascendo-por-todo-o-pais-conafer-lidera-a-revolucao-genetica Mon, 26 Dec 2022 18:14:36 +0000 https://conafer.org.br/?p=22550 Em Lassance, 271 km de Belo Horizonte, a CONAFER e a Alta Brasil levaram o pacote genético revolucionário do +Pecuária para dezenas de pequenos produtores. Desde a fase nutricional, hormonal, de inseminação, diagnósticos de gestação e prenhezes, tudo foi muito bem sincronizado para a alta taxa de prenhezes do município. Agora, dezenas de bezerros estão nascendo. Um sucesso que no segundo ano do programa, em 2023, estará se repetindo em quase 2,5 mil cidades atendidas pelo pacote de biotecnologia reprodutiva, que entrega a prenhez do animal, e não apenas os sêmens e insumos. Presente já nas 27 unidades da Federação, o +Pecuária está melhorando a produção e as condições socioeconômicas dos pecuaristas familiares brasileiros. E a CONAFER só tem a agradecer aos estados, municípios e produtores que acreditaram no programa e estão colhendo os frutos desta verdadeira revolução genética no campo

Durante todo o ano de 2022, a TV CONAFER transmitiu mais de 100 lançamentos online dos municípios que aderiram ao +Pecuária Brasil por meio de acordo de cooperação técnica com a CONAFER. O canal subiu de 1 mil curtidas para 3 mil curtidas neste período, evidenciando um alto nível de interatividade e troca de experiências entre a coordenação do +Pecuária Brasil, os executivos e corpos técnicos dos estados e municípios, e claro, juntos com pecuaristas familiares das 5 regiões do território brasileiro, os verdadeiros protagonistas do maior programa de melhoramento genético da pecuária familiar brasileira.

Durante todo o ano de 2022, a TV CONAFER transmitiu mais de 100 lançamentos online dos municípios que aderiram ao +Pecuária Brasil

Os acordos de cooperação técnica selados vão beneficiar os pequenos produtores rurais de boa parte do território nacional, que agora podem multiplicar os rebanhos, de corte e leite, com sêmens de touros provados da Alta Genetics, empresa líder mundial em inseminação artificial e parceira da CONAFER. O +Pecuária já está presente nas 27 unidades da Federação, multiplicando a produção e melhorando as condições socioeconômicas de milhares de pecuaristas familiares brasileiros.

Em 2020, a CONAFER e a Alta Genetics, líder mundial em tecnologia de inseminação artificial, criaram o + Pecuária Brasil, iniciando os acordos de cooperação técnica com secretarias de estados e municípios pelos 6 biomas do território nacional. O grande diferencial do programa é a entrega das prenhezes ao pequeno produtor. São projetadas até 2025, 1 milhão de prenhezes, todas viabilizadas pela entrega de sêmens e insumos, com a efetiva inseminação e acompanhamento da gestação pelos técnicos da CONAFER até a prenhez do animal. Este é o grande diferencial do programa, pois a prenhez é algo efetivo, que materializa todas as ações do projeto, desde a preparação nutritiva, o manejo do rebanho, a fase hormonal, o processo de inseminação e a gestação do animal.

Em Lassance, 271 km de Belo Horizonte, a CONAFER e a Alta Brasil levaram o pacote genético revolucionário do +Pecuária para dezenas de pequenos produtores

O +Pecuária nasceu para desenvolver os rebanhos bovinos, de corte e leite, em todas as regiões brasileiras, contribuindo decisivamente para o crescimento da pecuária nacional. Em pouco tempo, esta verdadeira revolução genética chegou nos 26 estados e Distrito Federal, contemplando pecuaristas familiares de Norte a Sul do Brasil em tempo recorde. Cada acordo é motivo de felicidade para os pecuaristas familiares, municípios, estados e toda a cadeia produtiva envolvida neste importante segmento econômico.

Em 2023, o programa +Pecuária Brasil seguirá avançando

A entrega das prenhezes ao pequeno produtor é o foco do +Pecuária. Mais de 5 mil bezerros estão nascendo pelo Brasil no final de 2022, em 2023 serão outras dezenas de milhares, em 2024 centenas de milhares, até a projeção de 1 milhão em 2025, um crescimento exponencial.  Todos os nascimentos seguem o processo viabilizado pela entrega de semêns e insumos, com a efetiva inseminação e acompanhamento da gestação pelos técnicos da CONAFER até a prenhez do animal.

A coordenadora Nacional do +Pecuária, Amanda Soares, durante uma das mais de 100 lives, agradece aos prefeitos e colaboradores das secretarias municipais de agricultura presentes na transmissão

Os benefícios ao produtores agrofamiliares

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma propriedade com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro.

Qualidade no rebanho e lucro no negócio

O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo de raças da ALTA GENETICS, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis. Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor. A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o negócio.

Tecnologia na produção

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção.

Sustentabilidade no campo

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura. A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

Desenvolvimento para estados e municípios

O programa integra-se às políticas públicas de estados e municípios, que têm a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas estaduais com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

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CONAFER AMAZONAS: indígenas produtores de piaçaba se associam à Confederação; vassouras impulsionam a economia de Barcelos https://maispecuariabrasil.com/2022/12/conafer-amazonas-indigenas-produtores-de-piacaba-se-associam-a-confederacao-vassouras-impulsionam-a-economia-de-barcelos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=conafer-amazonas-indigenas-produtores-de-piacaba-se-associam-a-confederacao-vassouras-impulsionam-a-economia-de-barcelos Tue, 13 Dec 2022 20:49:22 +0000 https://conafer.org.br/?p=22501 A piaçabeira, espécie de palmeira, produz as fibras de piaçaba, uma das grandes riquezas amazônicas, e por isso pode ser explorada de maneira sustentável. Em outras regiões do país, existem vários tipos de vassouras de acordo com o tipo de cerda: de palha, de cipó, de pelo, de nylon. Mas só uma é genuinamente amazônica, a vassoura com cerdas de piaçaba. As fibras da piaçabeira servem para a cobertura de casas e artesanato, mas principalmente para a confecção de vassouras. No Amazonas, a espécie é abundante na região do médio rio Negro, e a cidade de Barcelos é o maior produtor dessas fibras. Neste cenário, encontramos Seder Hélio Katznara, presidente da Coopiacamarin, que em reunião nesta terça-feira, 13 de dezembro, com o presidente Carlos Lopes da CONAFER, selou a parceria que vai levar ainda mais desenvolvimento aos indígenas ribeirinhos do Amazonas

A produção abastece Barcelos e as cidades próximas. A Coopiacamarin foi fundada em 2009, por Inalda Batista. Desde 2019, Seder é o presidente da cooperativa. Há mais de doze anos ele é piaçabeiro e contou sobre o seu ofício: “os piaçabeiros não moram na cidade de Barcelos. Eles vivem nas comunidades que pertencem ao município, no interior, na divisa, nos igarapés, e são coletores nômades. Cortam as fibras num determinado lugar e quando acaba ali, vão andando mais pra frente até encontrar outra planta com fibras. Detalhe importante: a piaçabeira não é derrubada. O piaçabeiro vai lá, corta o ‘cabelo’ dela, somos tipo os penteadores do mato, e depois de cinco anos a piaçabeira está lá, novamente com fibras, então o piaçabeiro vai lá e corta de novo. Assim é o ciclo da piaçabeira.”

Da esquerda para a direita, o secretário da Amazônia Legal Silas Vaz, o presidente da CONAFER, Carlos Lopes, e Seder Hélio Katznara, presidente da Coopiacamarin

Seder explica que “a comercialização da piaçaba é a segunda maior fonte geradora de renda para o município de Barcelos, além de também promover trabalho quase o ano inteiro para o povo carente, que vive nas comunidades, gente trabalhadora, gente de bem, que tira seu sustento através dessa fibra tão maravilhosa que nos dá renda há mais de um século. São aproximadamente dois mil trabalhadores beneficiados com a produção de piaçava”. O comércio existe desde a segunda metade do século 19 quando as fibras integravam as riquezas naturais da região, então exploradas. Com o fim do segundo ciclo da borracha, ocorrido durante a Segunda Guerra, muitos seringueiros continuaram a extrair as fibras, o que continua até os dias de hoje.

A cidade de Barcelos

São quase dois dias para chegar em Barcelos, um dos lugares mais bonitos e encantadores do interior do Amazonas, mais ao Norte do Estado, com uma natureza de exuberância única, a 400 km em linha reta da capital Manaus, ou 1 mil km entre condução por terra e barco. De avião, a viagem dura 1 hora passando pela floresta e os arquipélagos da imensa bacia amazônica, até aportar às margens do lendário Rio Negro, com direito a sobrevoar o espetáculo do maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas, e o sétimo maior rio do mundo em volume de água.

Fundada em 1728, Barcelos é uma cidade histórica, a primeira capital da província do Amazonas, e tem sua origem ligada às missões que chegaram na Aldeia de Mariuá. Nesta região vivem indígenas de diversas etnias, entre elas os Yanomami, organizados em aproximadamente 250 aldeias dentro da grande floresta.

Um futuro de crescimento na produção

A extração das fibras da piaçaba sofreu um revés há uns cinco anos quando o Ministério Público foi até Barcelos e alegou que o trabalho dos piaçabeiros era escravo, e que precisavam de carteira de trabalho para continuar na extração. Seder explicou que “o pessoal que mora nas cabeceiras não tinha como tirar a carteira. Muita gente ficou sem poder trabalhar e chegaram a passar fome. A produção de fibras caiu. Mas felizmente tudo foi resolvido e se normalizou”.

A Coopiacamarin reúne 161 afiliados em dia com a cooperativa. São mais de 500 cortadores, entre homens e mulheres indígenas, ocorre que os demais não estão legalizados por falta de algum documento, ou porque estão nas cabeceiras dos rios. Atualmente, segundo Seder, três fabriquetas produzem vassouras, em Barcelos, e as exportam para Manaus, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Belém do Pará. No mercado exterior, Portugal já é um forte comprador da fibra de piaçaba. Os extrativistas são dos municípios de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.

Com informações do Jornal do Commercio.

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vacinação contra aftosa é prorrogada; meta é imunizar 161 milhões de animais https://maispecuariabrasil.com/2022/12/pecuaria-brasil-vacinacao-contra-aftosa-e-prorrogada-meta-e-imunizar-161-milhoes-de-animais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pecuaria-brasil-vacinacao-contra-aftosa-e-prorrogada-meta-e-imunizar-161-milhoes-de-animais Thu, 01 Dec 2022 13:48:22 +0000 https://conafer.org.br/?p=22322 Os pecuaristas agrofamiliares do +Pecuária Brasil precisam ter um controle rígido da sanidade de suas propriedades. Esta exigência de ter um rebanho com todas as vacinas em dia é fundamental no processo bioreprodutivo do maior programa de melhoramento genético do país. A defesa agropecuária tem como um dos pilares a vacinação contra a febre aftosa. Por isso, ela foi extendida até 17 de dezembro, como informa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O objetivo de imunizar 161 milhões de bovinos e bubalinos segue como meta a ser atingida. A segunda etapa da imunização ocorre em todas unidades da Federação. A declaração da vacinação pelo produtor pode ser realizada até dia 24 de dezembro. Estes prazos aplicam-se a todas as UFs, exceto aquelas que encaminharam solicitações individuais ao Mapa com pedidos de prazos diferentes

A vacinação ocorre em animais de até 24 meses em dez estados (AL, AM, CE, MA, PA, PB, PE, PI, RR e RN), conforme o calendário nacional de vacinação. Já nas 11 unidades da Federação (BA, ES, GO, MG, MS, MT, RJ, SE, SP, TO e DF), que compõem o Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-PNEFA), a vacinação é para bovinos e bubalinos de todas as idades. A medida foi definida após solicitação de alguns estados, motivadas, em parte, pela a aprovação e liberação de lotes de partidas de vacina ao final da etapa. “A ampliação do prazo foi definida para evitar transtornos ao produtor e evitar prejuízos à cobertura vacinal”, explica o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes.

As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.

Além da vacinação, os produtores devem fazer a comprovação junto ao órgão executor de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração da vacina pode ser entregue de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados. Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso, possuem a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Em caso de dúvidas, a orientação é para que procurem o órgão executor de defesa sanitária animal de seu estado.

Com informações do Mapa.

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REFORMA AGRÁRIA: no Dia do Estatuto da Terra, lembramos da sua função social, econômica e libertária https://maispecuariabrasil.com/2022/11/reforma-agraria-no-dia-do-estatuto-da-terra-lembramos-da-sua-funcao-social-economica-e-libertaria/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=reforma-agraria-no-dia-do-estatuto-da-terra-lembramos-da-sua-funcao-social-economica-e-libertaria Wed, 30 Nov 2022 20:16:42 +0000 https://conafer.org.br/?p=22318 Hoje é o dia em que se comemora o Dia da Reforma Agrária e do Estatuto da Terra, símbolos da luta pela independência econômica e social da agricultura familiar. Fundamentais para distribuir a riqueza, gerar renda, produzir alimentos saudáveis e preservar o meio ambiente. A data de 30 de novembro foi escolhida porque foi neste dia, há 56 anos, em 1964, foi editado o “Estatuto da Terra” (Lei nº 4.504/64) – responsável por regular os direitos e obrigações relativas aos bens imóveis rurais, para os fins de execução da Reforma Agrária e promoção da política agrícola. Lei fundamental na luta pela autonomia no campo, porque é na posse da terra que o agricultor ganha a liberdade de escolher o seu futuro

Mesmo que política pública de democratização de acesso à terra no Brasil tenha introduzido mudanças profundas no modo como o direito tratava a relação do homem com a terra, e ao condicionar a apropriação individual deste bem ao cumprimento de sua função social, ainda estamos longe de ter todos os agricultores familiares trabalhando em sua própria terra. Na história da regularização fundiária, a ausência de um processo de seleção, permanência e titulação da terra já causou muitos danos ao Brasil e uma imensa mancha de sangue. Até aqui os conflitos no campo já ceifaram milhares de vidas, provocaram a destruição do meio ambiente e produziram um atraso de décadas no desenvolvimento da nossa infraestrutura agrária.

A luta política pela democratização do acesso à terra realizada pelos trabalhadores rurais com pouca ou nenhuma terra é longa e teve papel fundamental na incorporação pelos governos democráticos da Reforma Agrária como política de Estado. Dados do IBGE de 2017 apontam que 84% das propriedades rurais são de pequenos agricultores familiares e 77% dos trabalhadores do campo trabalham em pequenas propriedades. Portanto, a agricultura familiar é uma das molas propulsoras da nossa economia, sendo responsável por mais de 10% do PIB brasileiro. A regularização das propriedades de pequenos agricultores é uma necessidade para se garantir o desenvolvimento ainda maior deste importante segmento econômico. Com a regularização fundiária, a agricultura familiar brasileira ganha autonomia e liberdade para escolher o modelo de desenvolvimento mais adequado à preservação da vida e à garantia da segurança alimentar.

A CONAFER e a regularização fundiária

A entidade trabalha em defesa dos agricultores familiares e acredita que a regularização fundiária vai transformar um grande número de pequenas propriedades, permitindo seu acesso a um grande sistema produtivo, amparadas em ações de sustentabilidade e no protagonismo de quem irá empreender nelas. Ao contrário da política de regularização fundiária que promoveu um estado de subsistência de milhões de agricultores dependentes de políticas públicas, queremos mudar esta realidade financiando o próprio desenvolvimento dos agricultores, o que inclui a posse definitiva da terra, como alternativa às políticas de estado.

A CONAFER surgiu na história do campesinato como uma força deste movimento, atuando em suas bases como entidade defensora da autonomia do agricultor e das suas liberdades individuais, atuando na questão da terra por meio de uma agenda política, dialogando com todos os segmentos econômicos. Ao defender a regularização da terra, o empreendedorismo do pequeno agricultor e o modelo agroecológico, a Confederação posiciona-se como alternativa a este modelo de expansão latifundiária, de uso de agrotóxicos e da transgenia para aumentar a produção de alimentos. 

Trabalhamos de forma permanente pelo desenvolvimento de milhões de pequenos agricultores, buscando a implementação de programas de qualidade na produção sustentável e oferecendo regularização fundiária, apoio jurídico, assessoria e serviços de acesso ao crédito, contribuindo de forma decisiva para o futuro do empreendedorismo no campo. Assim, toda proposta de Reforma Agrária deve preservar a autonomia e a identidade dos pequenos agricultores, permitindo a segurança jurídica, facilitando o acesso ao crédito e libertando economicamente camponeses, pecuaristas, pescadores, extrativistas, indígenas, quilombolas, posseiros, ribeirinhos, assentados e acampados. É este o caminho para levar a agricultura familiar brasileira a um novo tempo no campo.

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Cultivo de amendoim forrageiro é excelente alternativa para nutrição de bovinos https://maispecuariabrasil.com/2022/11/pecuaria-brasil-cultivo-de-amendoim-forrageiro-e-excelente-alternativa-para-nutricao-de-bovinos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pecuaria-brasil-cultivo-de-amendoim-forrageiro-e-excelente-alternativa-para-nutricao-de-bovinos Mon, 28 Nov 2022 18:55:54 +0000 https://conafer.org.br/?p=22312 Pesquisa da Embrapa revela as vantagens de produção e benefícios nutricionais do amendoim forrageiro, leguminosa que apresenta alto teor de proteína. Um trabalho de pesquisa de 15 anos realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária comprovou que a nova cultivar de amendoim forrageiro é uma opção alimentar para bovinos, equinos e ovinos. Com até 29% de proteína, valor nutritivo da BRS Oquira (amendoim forrageiro) é similar ao da alfafa (Medicago sativa), leguminosa que produz forragem de excelência. Com a BRS Oquira temos uma intensificação da produção de carne e leite, aumentando a sustentabilidade da pecuária a pasto. A cultivar do amendoim forrageiro foi lançada neste mês de novembro, tem tecnologia já registrada no Mapa e será comercializada no início por viveiristas dos estados do Acre, São Paulo e Ceará

Uma característica importante da BRS Oquira é sua tolerância à seca e aos solos encharcados, o que aumenta a perenidade da cultivar no campo. Além disso, ela também tem elevado potencial para fixação biológica de nitrogênio nas pastagens. A BRS Oquira foi lançada em 8 de novembro, durante dia de campo na área experimental da Embrapa Acre, e é recomendada para o consórcio com pastagens nos biomas Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Rica em proteína e com alta produção de forragem, a tecnologia é alternativa para intensificar a produção de carne e leite e viabilizar uma pecuária a pasto mais sustentável. Os estudos mostraram que, em cultivos adubados e irrigados, o teor de proteína bruta na planta chega a 29%, valor que garante alimento de qualidade para o rebanho e melhora a produtividade animal.

Resultado de avaliação e seleção de materiais genéticos, a nova cultivar foi testada nas condições de clima e solo dos três biomas: Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado

As pesquisas de 15 anos contaram com a parceria da Embrapa Cerrados (DF), Embrapa Amazônia Oriental (PA), Embrapa Pecuária Sudeste (SP) e Embrapa Gado de Corte (MS). A pesquisadora Giselle de Assis, coordenadora do Programa de Melhoramento Genético do Amendoim Forrageiro, da Embrapa Acre, explica que, diferente de outras leguminosas que concentram a proteína nas folhas, o amendoim forrageiro possui elevado teor proteico também nos talos, característica que possibilita uma forragem de alta qualidade. Em experimentos sem adubação e irrigação, a cultivar BRS Oquira apresenta 22% de proteína bruta, teor de fibra em torno de 43% e 68% de digestibilidade de matéria seca (forragem).

“Quando adubada e irrigada, o percentual de proteína na planta pode chegar a 29%, com digestibilidade de 75%, valores semelhantes aos da alfafa (Medicago sativa), uma das leguminosas mais utilizadas no mundo em função da excelência da forragem produzida. Pastagens consorciadas com essa leguminosa fornecem aos animais os nutrientes necessários para a produção de carne ou leite a pasto, aumentam a produtividade do rebanho e ajudam a tornar esses sistemas pecuários mais eficientes e competitivos”, ressalta Assis.

Mais alimento para o gado

Por ser nutritivo e palatável, o amendoim forrageiro pode ser utilizado na dieta de bovinos, equinos e ovinos, sob pastejo direto, em pastos consorciados com gramíneas, em plantios puros que funcionam como bancos de proteína ou fornecido no cocho como forragem verde picada, feno e silagem. A BRS Oquira demonstrou alto desempenho também na produtividade de forragem, em relação a outras cultivares de amendoim forrageiro. Em cultivos sem uso de adubação e irrigação, a cultivar produziu entre 13 e 16 toneladas de massa seca de forragem por hectare/ano na Amazônia, enquanto, no Cerrado, a produção variou de 10 a 13 toneladas por hectare/ano. No bioma Mata Atlântica, experimentos adubados e irrigados produziram entre 15 e 20 toneladas de matéria seca por hectare/ano. “Esse desempenho representa um aumento que varia de 10% até 44% na produtividade de forragem, capaz de proporcionar ganhos reais na produtividade do rebanho”, ressalta Giselle de Assis.

Alta resistência e perenidade

Além do elevado valor nutritivo e alto desempenho na produção de forragem, os estudos revelaram alta superioridade da BRS Oquira em outros aspectos que influenciam a eficiência da tecnologia. “Em todas as avaliações comparativas, a cultivar mostrou maior tolerância à seca. Em localidades do Cerrado, onde o período de estiagem é mais longo, em torno de cinco meses, e severo, perdeu folhas e apresentou ressecamento dos talos, mas rebrotou vigorosamente com o retorno das chuvas. Essa alta capacidade de reprodução vegetativa faz com que a planta permaneça na pastagem por muitos anos, sem a necessidade de replantio”, afirma a pesquisadora.

Outra característica que confere perenidade a pastos consorciados com a cultivar é que, mesmo associada com gramíneas de maior porte, em condições de sombreamento, se desenvolve bem. Além disso, por ser uma espécie estolonífera (possui caule com diversos pontos de enraizamento), consegue se multiplicar rapidamente na pastagem e cobrir totalmente o solo, aspecto que evita processos erosivos e confere persistência quanto ao pastejo e pisoteio do gado. Os resultados das pesquisas mostraram, ainda, que a nova cultivar de amendoim forrageiro também é tolerante a solos encharcados. Essa característica possibilita o consórcio com gramíneas adaptadas a essa condição, em áreas afetadas pela síndrome da morte do braquiarão, doença associada ao encharcamento do solo e ataques de fungos, considerada o principal fator de degradação de pastagens na Amazônia.

Adubação natural para a pastagem

A cultivar BRS Oquira também é capaz de realizar a fixação biológica de nitrogênio nas pastagens, processo que melhora a fertilidade do solo e contribui para o desenvolvimento das plantas. De acordo com o pesquisador Maykel Sales, da Embrapa Acre, por meio da associação com bactérias que vivem no solo e se alojam nas suas raízes, a leguminosa captura nitrogênio do ar e o disponibiliza para as plantas. “Em pastagens consorciadas, implantadas de acordo com recomendações da pesquisa, a planta consegue incorporar até 150 quilos de nitrogênio por hectare/ano, ganho que corresponde a 300 quilos de ureia por hectare/ano. Essa adubação natural, fornecida de forma contínua para a pastagem, aumenta a produção de forragem e a produtividade dos rebanhos, tanto em sistemas pecuários de corte como leiteiros, com redução nos gastos com adubos nitrogenados, como ureia e sulfato de amônio, e nos custos de produção do sistema”, enfatiza o pesquisador.

Recomendações para consórcio

A BRS Oquira apresenta alta compatibilidade com todas as cultivares de gramíneas dos gêneros Brachiaria, Cynodon e Panicum maximum. Recomendada para cultivo em solos úmidos, de média fertilidade, com texturas variando de argilosa a arenosa, a tecnologia pode ser adotada por pequenos, médios e grandes empreendimentos rurais. Carlos Maurício Andrade, também pesquisador da Embrapa Acre, explica que a formação de pastos consorciados com a BRS Oquira pode ser feita com o plantio simultâneo de gramíneas com a leguminosa, durante a reforma da pastagem, ou com plantio em pastos já estabelecidos. A cultivar deve ser plantada durante a estação chuvosa, quando já houver regularidade de chuvas e o solo se encontrar úmido. O primeiro passo é adquirir mudas certificadas para formação de viveiros na propriedade, multiplicação das plantas e posterior plantio.  

Impactos na produtividade animal

O consórcio de gramíneas com a cultivar de amendoim forrageiro BRS Oquira também melhora o desempenho produtivo do rebanho. Resultados parciais de estudos em andamento mostram que, enquanto em pastos formados somente com gramíneas os animais engordaram 450 gramas por dia, em pastagens consorciadas com a BRS Oquira o ganho de peso subiu para 566 gramas/animal/dia, um incremento de 25% na produtividade do rebanho.

Com informações da Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

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