+ Genética no Sertão – + Pecuária Brasil https://maispecuariabrasil.com Portal + Pecuária Brasil Thu, 02 Jan 2025 16:09:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://maispecuariabrasil.com/wp-content/uploads/2022/09/logo2-1-75x75.png + Genética no Sertão – + Pecuária Brasil https://maispecuariabrasil.com 32 32 PRODUÇÃO VERDE: as tendências para o setor agrofamiliar no Brasil em 2025, rumo à COP 30 https://maispecuariabrasil.com/2025/01/producao-verde-as-tendencias-para-o-setor-agro-familiar-no-brasil-em-2025-rumo-a-cop-30/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=producao-verde-as-tendencias-para-o-setor-agro-familiar-no-brasil-em-2025-rumo-a-cop-30 Thu, 02 Jan 2025 16:09:30 +0000 https://conafer.org.br/?p=36683 Com um cenário climático e econômico em constante mudança, o início do ano de 2025 é um momento decisivo para os agricultores familiares brasileiros planejarem as produções agrícolas. O objetivo é estudar o atual cenário e maximizar a produtividade no campo, enfrentando os desafios por meio de estratégias. Agora, é a hora de analisar as previsões climáticas, que impactam diretamente na escolha das culturas mais adequadas para cada região, e estudar os custos e as tendências de mercado, para que os produtos atendam à demanda e se mantenham competitivos. Além disso, com a realização da COP 30 no Brasil, este ano terá um foco global ainda maior nas questões ambientais, e os agricultores deverão estar atentos às políticas e compromissos internacionais, buscando tecnologias de produção mais eficientes com práticas agrícolas sustentáveis

O ano de 2025 representa uma oportunidade do Brasil se posicionar como protagonista de uma produção agrícola que respeita o meio ambiente, uma vez que sediará a COP 30 em Belém, no estado do Pará. O evento global de grande importância no contexto das mudanças climáticas, reunirá líderes, especialistas e representantes de países para discutir soluções e estratégias voltadas para a preservação do meio ambiente. Por esse motivo, o setor agrofamiliar tem se voltado para a produção verde por meio de tecnologias sustentáveis, o que revela uma das maiores tendências do agro para 2025.  

A chegada da COP 30 também significa uma oportunidade única para o Brasil reforçar seu papel no enfrentamento da crise climática, destacando iniciativas de sustentabilidade e proteção dos biomas, como a Amazônia, além de fomentar o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes para a adaptação no setor agrícola, industrial e urbano. A conferência pode ampliar a participação do país em acordos internacionais sobre redução de emissões de gases de efeito estufa, que fortalecem a transição para energias renováveis e promovem soluções inovadoras para a adaptação das populações mais vulneráveis às mudanças climáticas. 

Uma dessas soluções, por exemplo, é a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis e de longo prazo com o uso de biofertilizantes, como inoculantes de nitrogênio, solubilizadores de fósforo e estimulantes de crescimento, que aumentam a produtividade e reduzem a dependência de insumos químicos, ao mesmo tempo em que melhoram a biodiversidade do solo. O tratamento biológico de sementes, por sua vez, assegura um desenvolvimento inicial mais uniforme e saudável, promovendo a qualidade genética das plantas e tornando o sistema produtivo mais eficiente e sustentável desde o início. Em um momento de renovação e transformação, especialmente com a realização da COP 30 no Brasil em 2025, adicionar essas técnicas biosustentáveis no planejamento estratégico para a próxima safra se torna ainda mais relevante para o agricultor familiar brasileiro. 

Foto: Reprodução/ Freepik

Outra tendência para o agro em 2025 será mais investimento na agricultura, principalmente a familiar. Neste ano safra, são R$ 400,59 bilhões destinados para financiamentos, um aumento de 10% em relação à safra anterior. Ainda, os produtores rurais podem contar com mais R$ 108 bilhões em recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), para emissões de Cédulas do Produto Rural (CPR), que serão complementares aos incentivos do novo Plano Safra. No total, são R$ 508,59 bilhões para o desenvolvimento do agro nacional.

O Plano Safra 2024/2025, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), continuará incentivando o fortalecimento de sistemas de produção sustentáveis do ponto de vista ambiental. Serão premiados os produtores rurais que já tenham o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado, além daqueles que adotam práticas agropecuárias mais sustentáveis. Neste ciclo, o Governo Federal mantém o incentivo às boas práticas, oferecendo uma redução de até 1,0 ponto percentual na taxa de juros para custeio.

Foto: Shutterstock/Alf Ribeiro/Reprodução

A CONAFER apoia a agricultura familiar no campo e nas aldeias indígenas, que usa técnicas como a agroecologia, o manejo integrado de pragas, a rotação de culturas e o plantio direto, aumentando a produtividade sem comprometer os recursos naturais. Nesta produção, a utilização de adubos orgânicos, compostagem e o manejo adequado do solo ajudam a manter sua fertilidade e a reduzir a dependência de fertilizantes químicos, evitando a contaminação da água e a destruição ambiental. Além disso, a Confederação acredita que a proteção dos territórios indígenas e a promoção da agricultura familiar nas aldeias é uma forma de preservar a biodiversidade contra a exploração da natureza.

Do outro lado do agro, em 2025, o uso de biotecnologias será uma tendência entre os agricultores que estão dedicados à produção animal. A CONAFER é um exemplo de produção verde no campo e tem o maior programa genético da bovinocultura nacional: o +Pecuária Brasil, que proporciona acesso a biotecnologias avançadas de inseminação artificial, transformando rebanhos e impulsionando a produção de carne e leite. Só em 2024, este programa possibilitou o nascimento de mais de 140 mil bezerros de maneira sustentável.

Colaboradores do +Pecuária Brasil comemoram nascimento de bezerros com melhoramento genético junto à família de agricultores

Mas a pecuária também vai contar com os preços das carnes bovinas mais altos, uma vez que já começaram a subir para o consumidor no segundo semestre de 2024, e tudo indica que essa tendência continuará em 2025. As principais razões para essa alta são as mudanças climáticas, as exportações, a inflação e a menor oferta de animais. Entre janeiro e novembro de 2024, as carnes bovinas registraram um aumento acumulado de 15%, e a expectativa é que os preços subam ainda mais em 2025, devido à escassez de bovinos prontos para o abate. O clima que prejudicou a qualidade das pastagens no Brasil e o aumento das exportações foram os fatores mais diretos que encareceram o produto durante o ano. 

Em dezembro, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que o fenômeno La Niña, esperado para 2024, deve se intensificar apenas em 2025. As projeções indicam uma probabilidade de 60% para a ocorrência do La Niña entre janeiro e fevereiro de 2025. Outra previsão, feita pelo Centro de Predição Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), aponta que o fenômeno tem 71% de chances de ocorrer até março de 2025, com impactos mais fracos e de curta duração. O La Niña é caracterizado pelo resfriamento das temperaturas da superfície do Pacífico equatorial central e oriental, além de alterações na circulação atmosférica tropical. Ou seja, com esse atraso do La Niña, as temperaturas médias globais continuam a quebrar recordes e o ano tende a ser mais quente.

Foto: Reprodução

Com a promoção de uma produção que respeita o meio ambiente e ações que trazem benefícios para agricultores familiares, o trabalho da CONAFER acompanha as tendências do agro em 2025. Neste ano, a CONAFER segue apoiando os pequenos produtores rurais e a produção sustentável no campo e nas aldeias indígenas do país, por meio de programas de melhoramento genético como o +Pecuária Brasil e +Genética no Sertão, e com iniciativas que levam a tecnologia para as comunidades mais remotas, como o programa PEC Brasil e o aplicativo Hãmugãy, que ajuda no monitoramento de incêndios nas florestas. O compromisso da Confederação com os agricultores familiares também continua sendo demonstrado com o Mais Vida Brasil e o projeto Albatroz, que têm o objetivo de levar saúde de qualidade para os indígenas, quilombolas, ribeirinhos, assentados, acampados e comunidades carentes.

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DIA DA PECUÁRIA: com duas revoluções no campo, CONAFER tem muito o que comemorar https://maispecuariabrasil.com/2024/10/dia-da-pecuaria-com-duas-revolucoes-no-campo-conafer-tem-muito-o-que-comemorar/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=dia-da-pecuaria-com-duas-revolucoes-no-campo-conafer-tem-muito-o-que-comemorar Mon, 14 Oct 2024 14:23:15 +0000 https://conafer.org.br/?p=35079 Hoje é o Dia Nacional da Pecuária, uma atividade econômica essencial para o Brasil, responsável pela produção de alimentos muito importantes para a segurança alimentar e a economia do país. A pecuária também influencia outros segmentos, como a produção de couro e lã para as indústrias de vestuário e calçados. Com o segundo maior rebanho bovino do mundo, o Brasil é protagonista no cenário global da pecuária bovina. A CONAFER tem hoje os dois maiores programas da pecuária brasileira: o +Pecuária Brasil e o +Genética no Sertão. São duas revoluções no campo. O +Pecuária já está em 4 mil municípios e com mais de 130 mil bezerros nascidos. Um recorde na história da bovinocultura nacional. E o +Genética já chegou em mais de 500 cidades do semiárido, com os primeiros borregos e cabritos nascendo por todo o agreste. Dois programas que têm mudado a vida de milhares de pecuaristas brasileiros, sem similar na história. E que precisam ser comemorados por todos que trabalham por uma pecuária cada vez mais inovadora e vigorosa

Neste Dia Nacional da Pecuária, a CONAFER celebra não apenas a força do setor, mas também seu papel de destaque na transformação da pecuária brasileira por meio de dois programas inovadores: o +Pecuária Brasil e o +Genética no Sertão. Essas iniciativas representam uma verdadeira revolução para pequenos e médios produtores, trazendo avanços tecnológicos e sustentáveis ao alcance de quem mais precisa.

O +Pecuária Brasil, implementado há pouco mais de três anos, já se consolidou como o maior programa de genética bovina do país. Com sua atuação em todos os 27 estados, o programa realizou mais de 200 mil inseminações, resultando no nascimento de 131 mil bezerros. Este marco histórico é reflexo da combinação entre biotecnologia de ponta e práticas agrícolas sustentáveis, que beneficiam diretamente 15 mil famílias em mais de 4 mil municípios brasileiros.

Por meio da parceria entre a CONAFER, a Alta Genetics e o Terra Bank, o +Pecuária Brasil trouxe para pequenos pecuaristas a oportunidade de acesso a tecnologias que, historicamente, eram privilégio dos grandes fazendeiros. Ao melhorar a genética dos rebanhos, o programa garante animais mais saudáveis, produtivos e resistentes, impactando positivamente a cadeia produtiva de carne e leite. Isso contribui não só para a segurança alimentar do país, mas também para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades rurais.

Complementando essa iniciativa está o +Genética no Sertão, que está transformando a realidade dos pequenos produtores agrofamiliares do semiárido nordestino. Por meio de parcerias com as secretarias de agricultura dos municípios e a indicação de técnicos especializados, o programa vem proporcionando uma verdadeira revolução genética na ovinocaprinocultura. Com o suporte da CONAFER e de seus parceiros, como o Terra Bank e a Alta Genetics, os pequenos pecuaristas do sertão agora têm acesso à inseminação artificial, impulsionando a qualidade e a rentabilidade de seus rebanhos.

Os frutos desse esforço já começam a aparecer. Cabritos e cordeiros de alto valor genético estão nascendo, prometendo atender à crescente demanda dos mercados locais e nacionais por carne e leite de qualidade superior. Com isso, os pequenos pecuaristas do sertão veem suas rendas aumentarem, ao mesmo tempo em que contribuem para a transformação do perfil produtivo da região, que passa a ser vista como referência na produção de carne ovina e caprina.

A CONAFER leva para 4 mil cidades brasileiras o “+Pecuária Brasil”, reconhecido como o maior programa genético do campo, garantindo a contribuição para uma agropecuária de baixo carbono

O papel da CONAFER no fortalecimento da pecuária brasileira não poderia ser mais relevante. Ao liderar os dois maiores programas de pecuária do país, a Confederação reafirma seu compromisso com o desenvolvimento rural, garantindo que pequenos e médios produtores tenham a oportunidade de prosperar e contribuir para o crescimento sustentável do Brasil. A revolução genética promovida pelo +Pecuária Brasil e pelo +Genética no Sertão é um marco na história da agropecuária nacional, levando inovação e esperança a milhares de famílias que constroem o futuro da pecuária brasileira.

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CONAFER GLOBAL: em Ruanda, mais 100 novos associados da África Central https://maispecuariabrasil.com/2024/05/conafer-global-em-ruanda-mais-100-novos-associados-da-africa-central/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=conafer-global-em-ruanda-mais-100-novos-associados-da-africa-central Wed, 01 May 2024 11:00:00 +0000 https://conafer.org.br/?p=32082 Depois de filiar os primeiros 53 agricultores familiares  no Quênia, a CONAFER associou mais 100 novos pequenos produtores na África Central, em Ruanda, na região de Virunga. Todos os filiados africanos da Confederação estão ansiosos para receber os programas da entidade, principalmente o +Pecuária Brasil e o +Genética no Sertão, e assim poder melhorar a qualidade dos rebanhos de caprinos, ovinos e bovinos de suas regiões. A introdução de programas de melhoramento genético e tecnologias modernas na agricultura, juntamente com parcerias internacionais como a CONAFER, pode desempenhar um papel importante na transformação positiva da agricultura ruandesa, melhorando a qualidade de vida dos agricultores familiares e impulsionando o crescimento econômico do país

A região de Virunga, em Ruanda, fica próxima ao Congo, e é considerada uma região de grande importância para o país, com muitas comunidades de agricultores familiares. Ruanda é um dos menores países do continente africano e o mais densamente povoado, com dez milhões de habitantes. 

Cerca de 90 por cento da população vive em zonas rurais, onde se pratica uma agricultura de subsistência. A economia nacional é pouco desenvolvida, sendo a agricultura responsável por empregar a maioria dos habitantes – 90% da força de trabalho. Os principais cultivos são: banana, mandioca, feijão, sorgo e, principalmente, chá e café, que são os produtos de exportação. Mesmo enfrentando desafios econômicos, a economia agrícola tem potencial para crescimento e desenvolvimento. 

A CONAFER segue na internacionalização dos programas e serviços que a transformaram na marca agrofamiliar brasileira. Depois do Quênia e Ruanda, a ideia é seguir avançando com as filiações para o Burundi, o sul do Sudão, depois Uganda e Tanzânia. Com a chegada da CONAFER em território africano, abre-se a possibilidade real do início de uma mudança de paradigma na vida dos pequenos produtores africanos. Além de projetos de sustentabilidade para geração de ativos ambientais, o +Pecuária Brasil e o +Genética no Sertão vão chegar ao continente africano nas regiões de fazendas que precisam de melhoramento genético. Botswana é um destes lugares, que inclusive já demonstrou interesse em poder se relacionar com a CONAFER, e na sequência adquirir a genética bovina.

O consultor da CONAFER na África, Davi Molinari Fêo, tem mais de uma década dedicada a operações de inteligência na África, vivendo no leste africano entre 2008 e 2012. Este primeiro braço pecuário no leste africano é mais um caminho para uma CONAFER global. Segundo Davi Fêo, “praticamente a gente está desenhando uma atuação em dois países principais, seria o Quênia e a Ruanda, e a partir desses países a gente vai expandir o projeto para o Burundi, para o sul do Sudão, para a Uganda e para a Tanzânia. Isso abarcaria todo o leste da África, e aí projetamos expandir uma parte para o sul africano, onde temos excelentes contatos com os produtores locais, como por exemplo com Botswana, um país sem costa marítima, com uma paisagem definida pelo deserto Kalahari e pelo delta do Okavango”, finalizou Davi Fêo. 

A África Oriental ou o leste africano é a parte da África banhada pelo Oceano Índico e inclui, não só os países costeiros e insulares, Comores, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Quênia, Seicheles, Moçambique, Somália e Tanzânia, mas também alguns do interior, como Burundi, Ruanda e Uganda, além de Zimbabué, Zâmbia e Malawi.

No Quênia, o Condado de Nakuru teve as primeiras filiações da CONAFER

O Condado de Nakuru, situado no Quênia, é uma região de rápido crescimento e desenvolvimento. Com uma população estimada de mais de 2 milhões de habitantes em 2019, o Condado viu um significativo aumento populacional, crescendo a uma taxa anual de 3,2% desde 2009. As cidades mais populosas incluem Nakuru Town, com 307.990 habitantes, e Naivasha, com 181.966 habitantes, destacando-se também pela sua alta densidade populacional.

À direita (blazer cinza), o especialista em direito ambiental aplicado a Finanças Verdes e consultor da CONAFER na África, Davi Molinari Fêo

Situado a uma altitude média de 1.856 metros, Nakuru caracteriza-se por um clima temperado, com uma precipitação média anual de 1.000 mm e temperatura média anual de 18°C. A expansão da área total para 7.509 km² reflete sua diversidade geográfica, que vai de florestas montanhosas a savanas e zonas úmidas. O condado é lar de mais de 40 grupos étnicos, com predominância dos Kikuyu (43%), Kalenjin (31%) e Maasai (10%). A urbanização crescente é notável, com 44% da população residindo em áreas urbanas. 

O PIB per capita alcançou US$1.700 em 2019, impulsionado por setores como agricultura, turismo, indústria e comércio. Contudo, desafios como pobreza, desigualdade, desemprego juvenil e degradação ambiental persistem, exigindo atenção e ações efetivas. A infraestrutura está em desenvolvimento, com investimentos em rodovias, ferrovias e no Aeroporto Internacional de Nakuru. O turismo, que contribui significativamente para o PIB, inclui atrações como o Parque Nacional do Lago Nakuru e a reserva Maasai Mara, entre outros. Os desafios para um turismo sustentável e o acesso à água potável e saneamento básico são pontos cruciais para o avanço do Condado.

A África Oriental ou o leste africano é a parte da África banhada pelo Oceano Índico e inclui, não só os países costeiros e insulares, Comores, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Quênia, Seicheles, Moçambique, Somália e Tanzânia, mas também alguns do interior, como Burundi, Ruanda e Uganda, além de Zimbabué, Zâmbia e Malawi

Florestas, colinas e montanhas fornecem habitat natural para plantas, animais e pássaros, e também eram considerados lugares espirituais para adoração. Nakuru é um condado vibrante, com rica cultura e diversidade. Embora tenha experimentado crescimento econômico e expansão populacional, enfrenta desafios significativos que demandam soluções sustentáveis. A preservação de seus recursos naturais e culturais, juntamente com o desenvolvimento equitativo, são essenciais para seu futuro.

No Quênia, os primeiros 53 agrofamiliares já estão filiados à CONAFER

Existe uma grande demanda por inseminação artificial nas pequenas propriedades do leste africano. O sucesso do +Pecuária no Brasil atraiu o interesse de muitos produtores africanos, que estão na expectativa de conhecer o programa, e assim, desenvolver um projeto de melhoramento genético local tão bem-sucedido como no Brasil. 

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CONAFER MARANHÃO: em Brasília, Carlos Lopes recebe governador Carlos Brandão https://maispecuariabrasil.com/2024/02/conafer-maranhao-em-brasilia-carlos-lopes-recebe-governador-carlos-brandao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=conafer-maranhao-em-brasilia-carlos-lopes-recebe-governador-carlos-brandao Mon, 26 Feb 2024 18:29:23 +0000 https://conafer.org.br/?p=29954 A Confederação e os maranhenses têm uma longa relação de trabalho e realizações. Não à toa, em uma sessão solene realizada no dia 20 de dezembro do último ano, a capital do Maranhão, São Luís, concedeu a prestigiosa Medalha Simão Estácio da Silveira ao presidente da CONAFER, Carlos Lopes. O mérito deve-se, aos benefícios levados aos associados agricultores familiares, em especial aos pescadores artesanais, pecuaristas e indígenas maranhenses. Na última sexta (23), com a presença do governador Carlos Brandão na sede da CONAFER, mais uma vez se inicia um capítulo auspicioso desta história, quando diversos acordos de cooperação técnica foram firmados em setores importantes para o desenvolvimento do Maranhão, como a pecuária bovina, de ovinos e caprinos, além da implantação de projetos produtivos no Estado por meio da Confederação

As equipes da CONAFER e do executivo do Maranhão, comandadas pelo presidente Carlos Lopes e o governador Carlos Brandão, realizaram mais um encontro histórico para levar benefícios e ações ao povo maranhense. O governador Carlos Brandão conheceu em detalhes o +Pecuária Brasil, o +Genética no Sertão e outros projetos e serviços que os agrofamiliares do Maranhão já conhecem desde a fundação da CONAFER em 2011, quando se deu início a esta relação de sucesso.

Da esquerda para a direita, Anderson Ferreira, presidente do Iterma – Instituto de Colonização e Terras do Maranhão; o presidente da CONAFER, Carlos Lopes; o governador do Maranhão, Carlos Brandão; o vice-presidente da CONAFER, Tiago Lopes, e Sandro Montenegro, presidente da Agerp – Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão 

Com o 2º maior rebanho bovino do Nordeste, o Maranhão foi a primeira Federação a assinar o Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER para receber o maior programa de melhoramento genético do país. Em 2 anos, 146 cidades das 217 do Estado aderiram ao +Pecuária Brasil. Um sucesso que agora se estende ao +Genética no Sertão, que já acordou com 20 cidades a entrega dos protocolos para inseminação de caprinos e ovinos dos pequenos produtores do semiárido. A história da CONAFER com os maranhenses vem de longa data, desde o apoio aos Guajajara no Território Arariboia, nas filiações de agricultores familiares por todo o Estado, nos projetos e programas, como o Mais Previdência e o ERA, Empreendedorismo Rural Agrofamiliar. Agora, a CONAFER se prepara para ampliar os serviços e projetos aos agrofamiliares maranhenses. 

Com o 2º maior rebanho bovino do Nordeste, o Maranhão foi a primeira Federação a assinar acordo com a CONAFER para receber o +Pecuária Brasil

Ao fazer uma avaliação da relação do Estado do Maranhão com a CONAFER, o presidente Carlos Lopes falou da satisfação de realizar um grande trabalho pelo agrofamiliar brasileiro em parceria com os maranhenses. “Para nós é um sentimento de alegria, compromisso da CONAFER é com o Brasil, com o brasileiro, com o sertanejo, com o indígena, com o preto, com ribeirinho, e em especial com o Maranhão. A gente já conhece o trabalho do governador Carlos Brandão, a gente já é fã do trabalho do governador há tempos, e estar aqui hoje reunido junto com ele e sua equipe, para nós é bastante gratificante escutar da equipe deles a necessidade e a crença em expandir o nosso trabalho no Estado do Maranhão. Atender essas realidades de Brasil e de Maranhão nos deixam mais otimistas e confiantes de que com Deus na frente, com fé, com seriedade, com transparência, a gente pode fazer as mudanças necessárias no nosso país, nesse Brasil rural. Muito feliz”, afirmou o comandante da Confederação. 

Presidente Carlos Lopes deu entrevista à TV CONAFER no final do encontro

Sobre o Maranhão ser o primeiro estado a assinar o acordo de cooperação técnica do +Pecuária Brasil, Carlos Lopes falou do simbolismo deste pioneirismo, lembrando que “o Maranhão tem algumas especificidades. Foi o primeiro Estado, nosso diretor do +Pecuária é do Maranhão. Assim, é um Estado onde todos nós temos uma familiaridade histórica. O governador Carlos Brandão, para nós já é um conhecido, um amigo. Sempre nos pautou com as condições e a oportunidade de estar fazendo um trabalho realizador no Maranhão”.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, falou da importância para o Estado da ampliação dos serviços e projetos aos agrofamiliares maranhenses por meio da CONAFER: “em primeiro lugar, quero registrar a alegria de estar aqui na sede da CONAFER, sendo muito bem recebido, conhecendo os projetos que ela executa pelo Brasil inteiro. Eu, que sou um dos defensores da agricultura familiar, por entender a importância do agricultor familiar, colocar na nossa mesa 70% da nossa comida e o que a gente já tem no Maranhão, em parceria com os municípios, é de extrema importância e está mudando a nossa pecuária do agricultor familiar. E hoje, com a reunião que a gente teve aqui, eu não tenho dúvida que nós vamos ampliar isso para atender mais produtores rurais, porque o pequeno produtor, ele precisa da mão amiga do governo, do poder público, da iniciativa privada, da CONAFER, que faz um trabalho extraordinário”. 

O governador Carlos Brandão conheceu em detalhes os programas e projetos da CONAFER

Carlos Brandão ressaltou a importância do programa +Pecuária Brasil, “porque o nosso produtor precisa da mão nossa, da nossa tecnologia, porque eles não têm acesso a tecnologia e através de nós eles vão melhorar o rendimento de carcaça, ou seja, vão abater os animais, no caso de molde de corte mais cedo e com o maior peso por conta da genética, isso é que é o melhor, melhoria genética, assim também como o gado de leite, uma vaquinha que produz cinco, seis litros de leite vai passar a produzir 20, 30. Ela come a mesma quantidade que a outra vaca, só que não retorna em termos de produção por conta da sua genética, que não é a sua, a sua genética não permite que ela produza muito leite. Então, com isso, nós vamos fazer uma grande transformação no Maranhão. Através do pequeno produtor, levando genética pura lá para dentro dos povoados. Aquele pequeno agricultor que está lutando e às vezes até querendo desistir por falta de assistência técnica, por falta de melhoria genética. Então, hoje foi um dia histórico. Eu, como governador, como veterinário, fico muito feliz em saber que vou dar essa contribuição junto com o nosso estado. Um olhar especial para o pequeno produtor, finalizou o governador Carlos Brandão. 

Na sequência, Carlos Brandão revelou a expectativa pela chegada de outro programa de melhoramento genético da CONAFER, o +Genética no Sertão, criado para atender os produtores de ovinos e caprinos do semiárido. “Nós temos uma região que produz muito e tem aptidão para ovinos e caprinos. Então não é só o +Pecuária para o gado de leite e de corte. Nós vamos expandir também para o pequeno produtor de ovinos e caprinos, nesta mesma linha, a melhoria genética, fazendo o cruzamento para que eles possam ter resistência do sertão e ao mesmo tempo, produtividade da genética que a gente vai introduzir. Quem ganha é o pequeno produtor, tanto na produção de carne, quanto na de produção de leite. E à medida que ele ganha mais dinheiro, ele pode cuidar melhor da sua família, ter mais dignidade com os seus filhos, colocar uma escola boa, comprar os livros, porque a educação é a maneira de garantir o futuro dos seus filhos. Então a gente tem que se preocupar numa cadeia. Melhorou a produção, o pequeno produtor ganha mais dinheiro e dá mais condições de dar um futuro melhor pros seus filhos, que é a nossa preocupação. Então, é um projeto a pequeno, médio e a longo prazo. Não tenho dúvida que nós estamos no caminho certo”, completou o chefe do executivo maranhense. 

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CONAFER GLOBAL: depois da China e Oriente Médio, Confederação inicia projeto na África https://maispecuariabrasil.com/2024/02/conafer-global-depois-da-china-e-oriente-medio-confederacao-inicia-projeto-na-africa/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=conafer-global-depois-da-china-e-oriente-medio-confederacao-inicia-projeto-na-africa Mon, 12 Feb 2024 18:37:12 +0000 https://conafer.org.br/?p=29061 Após acordo comercial com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil China, e reuniões bilaterais na COP 28, em Dubai, nos Emirados Árabes, muitas possibilidades de expansão da CONAFER pelo mundo estão sendo avaliadas. Na irmã África, a Confederação já iniciou as tratativas para internacionalizar a sua gama de produtos e serviços desenvolvidos em nosso país. E o leste africano saiu na frente para receber a bio reprodutividade em suas propriedades agrofamiliares por meio do +Pecuária Brasil. Depois de chegar nas 5 regiões do país, e em mais de 3,5 mil cidades brasileiras, é a vez de levar o maior programa genético da bovinocultura nacional para outros continentes. Pelo desenho planejado na Confederação, o início será no Quênia e Ruanda, partindo destes países e avançando para o Burundi, o sul do Sudão, depois Uganda e Tanzânia. A África não tem tradição na produção pecuária mundial, portanto, carece de programas de genética que possam aumentar a sua produção bovina, de corte e leite. Com a chegada do +Pecuária em território africano, abre-se a possiblidade real do início de uma mudança de paradigma, e assim dar relevância aos africanos na bovinocultura mundial

O objetivo inicial é levar o +Pecuária para o leste da África, e depois dar outro passo em direção ao sul do Continente, onde existem muitas fazendas que precisam de melhoramento genético. Botswana é um destes lugares, que inclusive já demonstrou interesse em poder se relacionar com a CONAFER, e na sequência adquirir a genética bovina. 

À direita (blazer cinza), o especialista em direito ambiental aplicado a Finanças Verdes e consultor da CONAFER na África, Davi Molinari Fêo

Davi Molinari Fêo, empresário com experiência em genética bovina e especialista em direito ambiental aplicado a Finanças Verdes, é consultor da CONAFER para o leste africano e conhece a região desde 2012. Davi Fêo está fazendo as tratativas para dar início ao projeto de melhoramento genético bovino na África. Outro programa importante para ser levado aos pecuaristas africanos é o recém-lançado +Genética no Sertão, criado especialmente para o Nordeste brasileiro, e que deve ser expandido para o resto do país. Na África, existem muitos criadores de ovinos e caprinos como alternativa à produção bovina ainda carente de bons níveis de produtividade, e portanto, abre-se uma oportunidade para o +Genética avançar junto com o +Pecuária em muitos países africanos.

A África Oriental ou o leste africano é a parte da África banhada pelo Oceano Índico e inclui, não só os países costeiros e insulares, Comores, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Quênia, Seicheles, Moçambique, Somália e Tanzânia, mas também alguns do interior, como Burundi, Ruanda e Uganda, além de Zimbabué, Zâmbia e Maláui

Davi Fêo conta que existe uma grande demanda por inseminação artificial nas pequenas propriedades do leste africano. O sucesso do +Pecuária no Brasil atraiu o interesse de muitos produtores africanos, e que estão na expectativa de conhecer o programa, e assim, desenvolver um projeto de melhoramento genético local. Já em processo avançado de diálogo com produtores e o mercado bovino em muitos países da África, Davi Fêo reconhece que “por tudo que está acontecendo, certamente tem muitas outras áreas em que a CONAFER pode atuar aqui na África, além da pecuária”. 

Então, este é primeiro braço pecuário no leste africano é mais um caminho para uma CONAFER global. “Então, praticamente a gente está desenhando uma atuação em dois países principais, seria o Quênia e a Ruanda, e a partir desses países a gente vai expandir o projeto para o Burundi, para o sul do Sudão, para a Uganda e para a Tanzânia. Isso abarcaria todo o leste da África, e aí projetamos expandir uma parte para o sul africano, onde temos excelentes contatos com os produtores locais, como por exemplo com Botswana, um país sem costa marítima, com uma paisagem definida pelo deserto Kalahari e pelo delta do Okavango”, finalizou Davi Fêo. 

O +Pecuária Brasil

O programa +Pecuária Brasil é uma parceria entre a CONAFER e a Alta Genetics, empresa líder mundial em inseminação, desempenhando um papel fundamental na melhoria das condições socioeconômicas da pecuária familiar em todas as 5 regiões brasileiras, 27 estados e 3,5 mil cidades. O programa se transformou em símbolo de uma nova realidade no campo. Um novo cenário em que a qualidade do rebanho e o crescimento da produção do gado, tanto de corte quanto de leite, subiram de patamar, contribuindo para o aumento da renda dos pequenos produtores e do crescimento de todo o segmento da bovinocultura brasileira. 

Presente hoje em 3,5 mil municípios, o +Pecuária deve gerar o nascimento de mais de 1 milhão de bezerros até 2026

Depois de 2 anos do primeiro acordo de cooperação técnica efetivado pelo +Pecuária Brasil, os resultados impressionam. Recentemente nasceu o bezerro de número 10 mil do programa. Após o décimo milésimo, outros 22 mil bezerros devem nascer em breve. Uma das principais características que tornam o programa +Pecuária Brasil tão eficaz é a assistência técnica gratuita especializada aos produtores familiares. O produto final é a efetiva prenhez do animal. Os produtores também têm acesso às orientações de especialistas que permitem implementar práticas modernas de manejo, nutrição e sanidade animal. Isto é fundamental na saúde do rebanho, melhorando a produtividade. Um programa totalmente sustentável e que contribui para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

+Genética no Sertão

O sucesso do +Pecuária Brasil se estende agora para o semiárido brasileiro. Uma região imensa formada pelos estados nordestinos e uma parte de Minas Gerais. Um bioma marcado pelas dificuldades históricas de produção devido às secas, e que vai passar a receber uma grande dose de tecnologia para impulsionar a bio produção de caprinos e ovinos, em milhares de cidades.

A bio tecnologia da inseminação artificial do +Genética no Sertão vai atuar no aumento de produção de arrobas por hectare dos rebanhos, no rendimento da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças, no crescimento socioeconômico e socioambiental de toda a cadeia produtiva O melhoramento genético diminui o custo enquanto aumenta a produção sustentável dos rebanhos. Ganham os produtores e o meio ambiente.

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