Indígenas – + Pecuária Brasil https://maispecuariabrasil.com Portal + Pecuária Brasil Thu, 13 Mar 2025 17:36:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://maispecuariabrasil.com/wp-content/uploads/2022/09/logo2-1-75x75.png Indígenas – + Pecuária Brasil https://maispecuariabrasil.com 32 32 CONAFER QUÊNIA: 54% de taxa de prenhez em rebanho Kikuyu é sucesso de eficiência do programa +Pecuária África https://maispecuariabrasil.com/2025/03/conafer-quenia-54-de-taxa-de-prenhez-em-rebanho-kikuyu-e-sucesso-de-eficiencia-do-programa-pecuaria-africa/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=conafer-quenia-54-de-taxa-de-prenhez-em-rebanho-kikuyu-e-sucesso-de-eficiencia-do-programa-pecuaria-africa Thu, 13 Mar 2025 17:36:13 +0000 https://conafer.org.br/?p=44565 No final de 2024, um grupo técnico da CONAFER foi recebido pelo povo Kikuyu, no vilarejo de Kandutura, em Nakuru, para a primeira etapa de inseminação artificial do rebanho bovino da comunidade. Foi o primeiro contato com a tecnologia de ponta para pequenos produtores locais, muitos dos quais nunca haviam sonhado com a possibilidade de melhorar geneticamente seus rebanhos. Agora, nesta nova visita, a comitiva liderada pelo presidente Carlos Lopes retornou para acompanhar os avanços do programa +Pecuária África e realizar o Diagnóstico de Gestação (DG). Os resultados foram impressionantes: 54% das vacas inseminadas estavam prenhas, um índice superior à média nacional alcançada no Brasil

Uma das vacas que teve sua prenhez confirmada

O impacto dos primeiros resultados do +Pecuária África é imenso em termos de performance. São 220 vacas inseminadas, cada uma delas carregando uma nova geração de bezerros geneticamente melhorados. Para os pequenos produtores da região, que muitas vezes possuem apenas uma ou duas vacas, isso representa uma mudança profunda em suas vidas. A melhoria genética impulsionada pelo +Pecuária África aumentará a produtividade, garantindo animais mais saudáveis, resistentes e aptos a fornecer mais leite e carne. Para uma comunidade que depende do gado para sua subsistência, essa transformação representa não apenas uma melhoria econômica, mas também um salto na qualidade de vida.

A alegria do diretor Carlos Vinícius ao confirmar uma prenhez

Esse trabalho só foi possível graças ao esforço do Dr. Carlos Vinícius Nascimento, conhecido como Schumacher, diretor técnico do programa, que pessoalmente realizou todas as inseminações na comunidade. Enquanto ele executava o procedimento, o restante da comitiva desempenhava outras funções: aplicação de hormônios, coleta de dados, registros de atividades, manutenção de equipamentos e suporte às necessidades dos produtores locais.

Presidente Carlos Lopes auxilia nos registros e organização das vacinas

O protocolo de inseminação artificial utilizado seguiu um rigoroso controle hormonal dividido em etapas. No D0, o primeiro dia do protocolo, realizamos um ultrassom para verificar se a vaca estava apta à inseminação. Caso estivesse vazia, iniciávamos o processo com a inserção de um implante hormonal para induzir o cio. Oito dias depois, no D8, removíamos o implante e aplicávamos hormônios para estimular a ovulação. Então, no D10, no momento ideal para a fecundação, realizávamos a inseminação artificial. O protocolo poderia ser estendido até o D17 no caso de uso de embriões.

Dia de inseminação na comunidade Kandutura dos Kikuyu

O diferencial do +Pecuária África é que não apenas executamos a inseminação, mas acompanhamos todo o processo até a confirmação da prenhez. O Diagnóstico de Gestação (DG) é realizado com 30 dias para a primeira verificação e, em seguida, com 60 dias (D60) para garantir que a gestação esteja firmemente estabelecida. Isso evita perdas e garante que os resultados alcançados se traduzam em bezerros nascidos saudáveis.

Vista da comunidade, muitos caminharam várias horas com suas vaquinhas para receber o melhoramento genético

A alta taxa de prenhez atingida na comunidade pode estar relacionada a fatores como a ambiência e a alimentação do rebanho. O capim predominante na região é o Tifton, uma gramínea de alta qualidade nutricional que pode ter favorecido a condição corporal das vacas e, consequentemente, a eficiência reprodutiva. Além disso, o ambiente menos estressante, aliado ao manejo cuidadoso dos produtores locais, pode ter contribuído para esse resultado acima da média.

Diretor Carlos Vinícius aplicando os hormônios para estimular a ciclagem no rebanho

A experiência do +Pecuária África no Quênia reforça o impacto que o programa já vem promovendo no Brasil. Implementado pela CONAFER, o +Pecuária Brasil existe há quatro anos e tem como principal objetivo elevar a qualidade genética dos rebanhos bovinos de corte e leite em pequenas propriedades rurais. O programa já beneficiou milhares de produtores com inseminação artificial em tempo fixo (IATF), alcançando números impressionantes: mais de 400 mil inseminações realizadas, resultando no nascimento de mais de 200 mil bezerros geneticamente superiores. O impacto econômico desse avanço é imenso, ultrapassando R$ 600 milhões em valor gerado no campo.

A felicidade de uma produtora ao saber que sua única vaquinha está prenha

A grande diferença do programa está na gratuidade e acessibilidade para os pequenos produtores, que recebem suporte técnico especializado e material genético de alta qualidade de empresas parceiras como a Alta Genetics e a Ala Genetics. No Brasil, o programa está presente em mais de 4 mil municípios, mostrando sua força e importância na pecuária nacional.

Comunidade Kikuyu se reúne em peso para acompanhar o trabalho da CONAFER

A missão da CONAFER no Quênia, levando o +Pecuária África para a comunidade Kikuyu, simboliza um avanço histórico. Pequenos produtores que antes viam a melhoria genética como algo inalcançável agora podem projetar um futuro com rebanhos mais produtivos e saudáveis. Esse trabalho não apenas transforma a agropecuária local, mas fortalece laços culturais, promovendo uma troca de conhecimento e técnica que impacta diretamente a vida das famílias rurais. Com cada nova vaca prenha, cada bezerro nascido, renovamos nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável da pecuária e com a melhoria das condições de vida dos pequenos produtores, seja no Brasil ou na África.

Estamos apenas no começo dessa revolução.

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PRODUÇÃO VERDE: as tendências para o setor agrofamiliar no Brasil em 2025, rumo à COP 30 https://maispecuariabrasil.com/2025/01/producao-verde-as-tendencias-para-o-setor-agro-familiar-no-brasil-em-2025-rumo-a-cop-30/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=producao-verde-as-tendencias-para-o-setor-agro-familiar-no-brasil-em-2025-rumo-a-cop-30 Thu, 02 Jan 2025 16:09:30 +0000 https://conafer.org.br/?p=36683 Com um cenário climático e econômico em constante mudança, o início do ano de 2025 é um momento decisivo para os agricultores familiares brasileiros planejarem as produções agrícolas. O objetivo é estudar o atual cenário e maximizar a produtividade no campo, enfrentando os desafios por meio de estratégias. Agora, é a hora de analisar as previsões climáticas, que impactam diretamente na escolha das culturas mais adequadas para cada região, e estudar os custos e as tendências de mercado, para que os produtos atendam à demanda e se mantenham competitivos. Além disso, com a realização da COP 30 no Brasil, este ano terá um foco global ainda maior nas questões ambientais, e os agricultores deverão estar atentos às políticas e compromissos internacionais, buscando tecnologias de produção mais eficientes com práticas agrícolas sustentáveis

O ano de 2025 representa uma oportunidade do Brasil se posicionar como protagonista de uma produção agrícola que respeita o meio ambiente, uma vez que sediará a COP 30 em Belém, no estado do Pará. O evento global de grande importância no contexto das mudanças climáticas, reunirá líderes, especialistas e representantes de países para discutir soluções e estratégias voltadas para a preservação do meio ambiente. Por esse motivo, o setor agrofamiliar tem se voltado para a produção verde por meio de tecnologias sustentáveis, o que revela uma das maiores tendências do agro para 2025.  

A chegada da COP 30 também significa uma oportunidade única para o Brasil reforçar seu papel no enfrentamento da crise climática, destacando iniciativas de sustentabilidade e proteção dos biomas, como a Amazônia, além de fomentar o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes para a adaptação no setor agrícola, industrial e urbano. A conferência pode ampliar a participação do país em acordos internacionais sobre redução de emissões de gases de efeito estufa, que fortalecem a transição para energias renováveis e promovem soluções inovadoras para a adaptação das populações mais vulneráveis às mudanças climáticas. 

Uma dessas soluções, por exemplo, é a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis e de longo prazo com o uso de biofertilizantes, como inoculantes de nitrogênio, solubilizadores de fósforo e estimulantes de crescimento, que aumentam a produtividade e reduzem a dependência de insumos químicos, ao mesmo tempo em que melhoram a biodiversidade do solo. O tratamento biológico de sementes, por sua vez, assegura um desenvolvimento inicial mais uniforme e saudável, promovendo a qualidade genética das plantas e tornando o sistema produtivo mais eficiente e sustentável desde o início. Em um momento de renovação e transformação, especialmente com a realização da COP 30 no Brasil em 2025, adicionar essas técnicas biosustentáveis no planejamento estratégico para a próxima safra se torna ainda mais relevante para o agricultor familiar brasileiro. 

Foto: Reprodução/ Freepik

Outra tendência para o agro em 2025 será mais investimento na agricultura, principalmente a familiar. Neste ano safra, são R$ 400,59 bilhões destinados para financiamentos, um aumento de 10% em relação à safra anterior. Ainda, os produtores rurais podem contar com mais R$ 108 bilhões em recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), para emissões de Cédulas do Produto Rural (CPR), que serão complementares aos incentivos do novo Plano Safra. No total, são R$ 508,59 bilhões para o desenvolvimento do agro nacional.

O Plano Safra 2024/2025, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), continuará incentivando o fortalecimento de sistemas de produção sustentáveis do ponto de vista ambiental. Serão premiados os produtores rurais que já tenham o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado, além daqueles que adotam práticas agropecuárias mais sustentáveis. Neste ciclo, o Governo Federal mantém o incentivo às boas práticas, oferecendo uma redução de até 1,0 ponto percentual na taxa de juros para custeio.

Foto: Shutterstock/Alf Ribeiro/Reprodução

A CONAFER apoia a agricultura familiar no campo e nas aldeias indígenas, que usa técnicas como a agroecologia, o manejo integrado de pragas, a rotação de culturas e o plantio direto, aumentando a produtividade sem comprometer os recursos naturais. Nesta produção, a utilização de adubos orgânicos, compostagem e o manejo adequado do solo ajudam a manter sua fertilidade e a reduzir a dependência de fertilizantes químicos, evitando a contaminação da água e a destruição ambiental. Além disso, a Confederação acredita que a proteção dos territórios indígenas e a promoção da agricultura familiar nas aldeias é uma forma de preservar a biodiversidade contra a exploração da natureza.

Do outro lado do agro, em 2025, o uso de biotecnologias será uma tendência entre os agricultores que estão dedicados à produção animal. A CONAFER é um exemplo de produção verde no campo e tem o maior programa genético da bovinocultura nacional: o +Pecuária Brasil, que proporciona acesso a biotecnologias avançadas de inseminação artificial, transformando rebanhos e impulsionando a produção de carne e leite. Só em 2024, este programa possibilitou o nascimento de mais de 140 mil bezerros de maneira sustentável.

Colaboradores do +Pecuária Brasil comemoram nascimento de bezerros com melhoramento genético junto à família de agricultores

Mas a pecuária também vai contar com os preços das carnes bovinas mais altos, uma vez que já começaram a subir para o consumidor no segundo semestre de 2024, e tudo indica que essa tendência continuará em 2025. As principais razões para essa alta são as mudanças climáticas, as exportações, a inflação e a menor oferta de animais. Entre janeiro e novembro de 2024, as carnes bovinas registraram um aumento acumulado de 15%, e a expectativa é que os preços subam ainda mais em 2025, devido à escassez de bovinos prontos para o abate. O clima que prejudicou a qualidade das pastagens no Brasil e o aumento das exportações foram os fatores mais diretos que encareceram o produto durante o ano. 

Em dezembro, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que o fenômeno La Niña, esperado para 2024, deve se intensificar apenas em 2025. As projeções indicam uma probabilidade de 60% para a ocorrência do La Niña entre janeiro e fevereiro de 2025. Outra previsão, feita pelo Centro de Predição Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), aponta que o fenômeno tem 71% de chances de ocorrer até março de 2025, com impactos mais fracos e de curta duração. O La Niña é caracterizado pelo resfriamento das temperaturas da superfície do Pacífico equatorial central e oriental, além de alterações na circulação atmosférica tropical. Ou seja, com esse atraso do La Niña, as temperaturas médias globais continuam a quebrar recordes e o ano tende a ser mais quente.

Foto: Reprodução

Com a promoção de uma produção que respeita o meio ambiente e ações que trazem benefícios para agricultores familiares, o trabalho da CONAFER acompanha as tendências do agro em 2025. Neste ano, a CONAFER segue apoiando os pequenos produtores rurais e a produção sustentável no campo e nas aldeias indígenas do país, por meio de programas de melhoramento genético como o +Pecuária Brasil e +Genética no Sertão, e com iniciativas que levam a tecnologia para as comunidades mais remotas, como o programa PEC Brasil e o aplicativo Hãmugãy, que ajuda no monitoramento de incêndios nas florestas. O compromisso da Confederação com os agricultores familiares também continua sendo demonstrado com o Mais Vida Brasil e o projeto Albatroz, que têm o objetivo de levar saúde de qualidade para os indígenas, quilombolas, ribeirinhos, assentados, acampados e comunidades carentes.

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CONAFER MARANHÃO: em Brasília, Carlos Lopes recebe governador Carlos Brandão https://maispecuariabrasil.com/2024/02/conafer-maranhao-em-brasilia-carlos-lopes-recebe-governador-carlos-brandao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=conafer-maranhao-em-brasilia-carlos-lopes-recebe-governador-carlos-brandao Mon, 26 Feb 2024 18:29:23 +0000 https://conafer.org.br/?p=29954 A Confederação e os maranhenses têm uma longa relação de trabalho e realizações. Não à toa, em uma sessão solene realizada no dia 20 de dezembro do último ano, a capital do Maranhão, São Luís, concedeu a prestigiosa Medalha Simão Estácio da Silveira ao presidente da CONAFER, Carlos Lopes. O mérito deve-se, aos benefícios levados aos associados agricultores familiares, em especial aos pescadores artesanais, pecuaristas e indígenas maranhenses. Na última sexta (23), com a presença do governador Carlos Brandão na sede da CONAFER, mais uma vez se inicia um capítulo auspicioso desta história, quando diversos acordos de cooperação técnica foram firmados em setores importantes para o desenvolvimento do Maranhão, como a pecuária bovina, de ovinos e caprinos, além da implantação de projetos produtivos no Estado por meio da Confederação

As equipes da CONAFER e do executivo do Maranhão, comandadas pelo presidente Carlos Lopes e o governador Carlos Brandão, realizaram mais um encontro histórico para levar benefícios e ações ao povo maranhense. O governador Carlos Brandão conheceu em detalhes o +Pecuária Brasil, o +Genética no Sertão e outros projetos e serviços que os agrofamiliares do Maranhão já conhecem desde a fundação da CONAFER em 2011, quando se deu início a esta relação de sucesso.

Da esquerda para a direita, Anderson Ferreira, presidente do Iterma – Instituto de Colonização e Terras do Maranhão; o presidente da CONAFER, Carlos Lopes; o governador do Maranhão, Carlos Brandão; o vice-presidente da CONAFER, Tiago Lopes, e Sandro Montenegro, presidente da Agerp – Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão 

Com o 2º maior rebanho bovino do Nordeste, o Maranhão foi a primeira Federação a assinar o Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER para receber o maior programa de melhoramento genético do país. Em 2 anos, 146 cidades das 217 do Estado aderiram ao +Pecuária Brasil. Um sucesso que agora se estende ao +Genética no Sertão, que já acordou com 20 cidades a entrega dos protocolos para inseminação de caprinos e ovinos dos pequenos produtores do semiárido. A história da CONAFER com os maranhenses vem de longa data, desde o apoio aos Guajajara no Território Arariboia, nas filiações de agricultores familiares por todo o Estado, nos projetos e programas, como o Mais Previdência e o ERA, Empreendedorismo Rural Agrofamiliar. Agora, a CONAFER se prepara para ampliar os serviços e projetos aos agrofamiliares maranhenses. 

Com o 2º maior rebanho bovino do Nordeste, o Maranhão foi a primeira Federação a assinar acordo com a CONAFER para receber o +Pecuária Brasil

Ao fazer uma avaliação da relação do Estado do Maranhão com a CONAFER, o presidente Carlos Lopes falou da satisfação de realizar um grande trabalho pelo agrofamiliar brasileiro em parceria com os maranhenses. “Para nós é um sentimento de alegria, compromisso da CONAFER é com o Brasil, com o brasileiro, com o sertanejo, com o indígena, com o preto, com ribeirinho, e em especial com o Maranhão. A gente já conhece o trabalho do governador Carlos Brandão, a gente já é fã do trabalho do governador há tempos, e estar aqui hoje reunido junto com ele e sua equipe, para nós é bastante gratificante escutar da equipe deles a necessidade e a crença em expandir o nosso trabalho no Estado do Maranhão. Atender essas realidades de Brasil e de Maranhão nos deixam mais otimistas e confiantes de que com Deus na frente, com fé, com seriedade, com transparência, a gente pode fazer as mudanças necessárias no nosso país, nesse Brasil rural. Muito feliz”, afirmou o comandante da Confederação. 

Presidente Carlos Lopes deu entrevista à TV CONAFER no final do encontro

Sobre o Maranhão ser o primeiro estado a assinar o acordo de cooperação técnica do +Pecuária Brasil, Carlos Lopes falou do simbolismo deste pioneirismo, lembrando que “o Maranhão tem algumas especificidades. Foi o primeiro Estado, nosso diretor do +Pecuária é do Maranhão. Assim, é um Estado onde todos nós temos uma familiaridade histórica. O governador Carlos Brandão, para nós já é um conhecido, um amigo. Sempre nos pautou com as condições e a oportunidade de estar fazendo um trabalho realizador no Maranhão”.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, falou da importância para o Estado da ampliação dos serviços e projetos aos agrofamiliares maranhenses por meio da CONAFER: “em primeiro lugar, quero registrar a alegria de estar aqui na sede da CONAFER, sendo muito bem recebido, conhecendo os projetos que ela executa pelo Brasil inteiro. Eu, que sou um dos defensores da agricultura familiar, por entender a importância do agricultor familiar, colocar na nossa mesa 70% da nossa comida e o que a gente já tem no Maranhão, em parceria com os municípios, é de extrema importância e está mudando a nossa pecuária do agricultor familiar. E hoje, com a reunião que a gente teve aqui, eu não tenho dúvida que nós vamos ampliar isso para atender mais produtores rurais, porque o pequeno produtor, ele precisa da mão amiga do governo, do poder público, da iniciativa privada, da CONAFER, que faz um trabalho extraordinário”. 

O governador Carlos Brandão conheceu em detalhes os programas e projetos da CONAFER

Carlos Brandão ressaltou a importância do programa +Pecuária Brasil, “porque o nosso produtor precisa da mão nossa, da nossa tecnologia, porque eles não têm acesso a tecnologia e através de nós eles vão melhorar o rendimento de carcaça, ou seja, vão abater os animais, no caso de molde de corte mais cedo e com o maior peso por conta da genética, isso é que é o melhor, melhoria genética, assim também como o gado de leite, uma vaquinha que produz cinco, seis litros de leite vai passar a produzir 20, 30. Ela come a mesma quantidade que a outra vaca, só que não retorna em termos de produção por conta da sua genética, que não é a sua, a sua genética não permite que ela produza muito leite. Então, com isso, nós vamos fazer uma grande transformação no Maranhão. Através do pequeno produtor, levando genética pura lá para dentro dos povoados. Aquele pequeno agricultor que está lutando e às vezes até querendo desistir por falta de assistência técnica, por falta de melhoria genética. Então, hoje foi um dia histórico. Eu, como governador, como veterinário, fico muito feliz em saber que vou dar essa contribuição junto com o nosso estado. Um olhar especial para o pequeno produtor, finalizou o governador Carlos Brandão. 

Na sequência, Carlos Brandão revelou a expectativa pela chegada de outro programa de melhoramento genético da CONAFER, o +Genética no Sertão, criado para atender os produtores de ovinos e caprinos do semiárido. “Nós temos uma região que produz muito e tem aptidão para ovinos e caprinos. Então não é só o +Pecuária para o gado de leite e de corte. Nós vamos expandir também para o pequeno produtor de ovinos e caprinos, nesta mesma linha, a melhoria genética, fazendo o cruzamento para que eles possam ter resistência do sertão e ao mesmo tempo, produtividade da genética que a gente vai introduzir. Quem ganha é o pequeno produtor, tanto na produção de carne, quanto na de produção de leite. E à medida que ele ganha mais dinheiro, ele pode cuidar melhor da sua família, ter mais dignidade com os seus filhos, colocar uma escola boa, comprar os livros, porque a educação é a maneira de garantir o futuro dos seus filhos. Então a gente tem que se preocupar numa cadeia. Melhorou a produção, o pequeno produtor ganha mais dinheiro e dá mais condições de dar um futuro melhor pros seus filhos, que é a nossa preocupação. Então, é um projeto a pequeno, médio e a longo prazo. Não tenho dúvida que nós estamos no caminho certo”, completou o chefe do executivo maranhense. 

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