Mapa – + Pecuária Brasil https://maispecuariabrasil.com Portal + Pecuária Brasil Thu, 02 Jan 2025 16:09:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://maispecuariabrasil.com/wp-content/uploads/2022/09/logo2-1-75x75.png Mapa – + Pecuária Brasil https://maispecuariabrasil.com 32 32 PRODUÇÃO VERDE: as tendências para o setor agrofamiliar no Brasil em 2025, rumo à COP 30 https://maispecuariabrasil.com/2025/01/producao-verde-as-tendencias-para-o-setor-agro-familiar-no-brasil-em-2025-rumo-a-cop-30/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=producao-verde-as-tendencias-para-o-setor-agro-familiar-no-brasil-em-2025-rumo-a-cop-30 Thu, 02 Jan 2025 16:09:30 +0000 https://conafer.org.br/?p=36683 Com um cenário climático e econômico em constante mudança, o início do ano de 2025 é um momento decisivo para os agricultores familiares brasileiros planejarem as produções agrícolas. O objetivo é estudar o atual cenário e maximizar a produtividade no campo, enfrentando os desafios por meio de estratégias. Agora, é a hora de analisar as previsões climáticas, que impactam diretamente na escolha das culturas mais adequadas para cada região, e estudar os custos e as tendências de mercado, para que os produtos atendam à demanda e se mantenham competitivos. Além disso, com a realização da COP 30 no Brasil, este ano terá um foco global ainda maior nas questões ambientais, e os agricultores deverão estar atentos às políticas e compromissos internacionais, buscando tecnologias de produção mais eficientes com práticas agrícolas sustentáveis

O ano de 2025 representa uma oportunidade do Brasil se posicionar como protagonista de uma produção agrícola que respeita o meio ambiente, uma vez que sediará a COP 30 em Belém, no estado do Pará. O evento global de grande importância no contexto das mudanças climáticas, reunirá líderes, especialistas e representantes de países para discutir soluções e estratégias voltadas para a preservação do meio ambiente. Por esse motivo, o setor agrofamiliar tem se voltado para a produção verde por meio de tecnologias sustentáveis, o que revela uma das maiores tendências do agro para 2025.  

A chegada da COP 30 também significa uma oportunidade única para o Brasil reforçar seu papel no enfrentamento da crise climática, destacando iniciativas de sustentabilidade e proteção dos biomas, como a Amazônia, além de fomentar o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes para a adaptação no setor agrícola, industrial e urbano. A conferência pode ampliar a participação do país em acordos internacionais sobre redução de emissões de gases de efeito estufa, que fortalecem a transição para energias renováveis e promovem soluções inovadoras para a adaptação das populações mais vulneráveis às mudanças climáticas. 

Uma dessas soluções, por exemplo, é a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis e de longo prazo com o uso de biofertilizantes, como inoculantes de nitrogênio, solubilizadores de fósforo e estimulantes de crescimento, que aumentam a produtividade e reduzem a dependência de insumos químicos, ao mesmo tempo em que melhoram a biodiversidade do solo. O tratamento biológico de sementes, por sua vez, assegura um desenvolvimento inicial mais uniforme e saudável, promovendo a qualidade genética das plantas e tornando o sistema produtivo mais eficiente e sustentável desde o início. Em um momento de renovação e transformação, especialmente com a realização da COP 30 no Brasil em 2025, adicionar essas técnicas biosustentáveis no planejamento estratégico para a próxima safra se torna ainda mais relevante para o agricultor familiar brasileiro. 

Foto: Reprodução/ Freepik

Outra tendência para o agro em 2025 será mais investimento na agricultura, principalmente a familiar. Neste ano safra, são R$ 400,59 bilhões destinados para financiamentos, um aumento de 10% em relação à safra anterior. Ainda, os produtores rurais podem contar com mais R$ 108 bilhões em recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), para emissões de Cédulas do Produto Rural (CPR), que serão complementares aos incentivos do novo Plano Safra. No total, são R$ 508,59 bilhões para o desenvolvimento do agro nacional.

O Plano Safra 2024/2025, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), continuará incentivando o fortalecimento de sistemas de produção sustentáveis do ponto de vista ambiental. Serão premiados os produtores rurais que já tenham o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado, além daqueles que adotam práticas agropecuárias mais sustentáveis. Neste ciclo, o Governo Federal mantém o incentivo às boas práticas, oferecendo uma redução de até 1,0 ponto percentual na taxa de juros para custeio.

Foto: Shutterstock/Alf Ribeiro/Reprodução

A CONAFER apoia a agricultura familiar no campo e nas aldeias indígenas, que usa técnicas como a agroecologia, o manejo integrado de pragas, a rotação de culturas e o plantio direto, aumentando a produtividade sem comprometer os recursos naturais. Nesta produção, a utilização de adubos orgânicos, compostagem e o manejo adequado do solo ajudam a manter sua fertilidade e a reduzir a dependência de fertilizantes químicos, evitando a contaminação da água e a destruição ambiental. Além disso, a Confederação acredita que a proteção dos territórios indígenas e a promoção da agricultura familiar nas aldeias é uma forma de preservar a biodiversidade contra a exploração da natureza.

Do outro lado do agro, em 2025, o uso de biotecnologias será uma tendência entre os agricultores que estão dedicados à produção animal. A CONAFER é um exemplo de produção verde no campo e tem o maior programa genético da bovinocultura nacional: o +Pecuária Brasil, que proporciona acesso a biotecnologias avançadas de inseminação artificial, transformando rebanhos e impulsionando a produção de carne e leite. Só em 2024, este programa possibilitou o nascimento de mais de 140 mil bezerros de maneira sustentável.

Colaboradores do +Pecuária Brasil comemoram nascimento de bezerros com melhoramento genético junto à família de agricultores

Mas a pecuária também vai contar com os preços das carnes bovinas mais altos, uma vez que já começaram a subir para o consumidor no segundo semestre de 2024, e tudo indica que essa tendência continuará em 2025. As principais razões para essa alta são as mudanças climáticas, as exportações, a inflação e a menor oferta de animais. Entre janeiro e novembro de 2024, as carnes bovinas registraram um aumento acumulado de 15%, e a expectativa é que os preços subam ainda mais em 2025, devido à escassez de bovinos prontos para o abate. O clima que prejudicou a qualidade das pastagens no Brasil e o aumento das exportações foram os fatores mais diretos que encareceram o produto durante o ano. 

Em dezembro, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que o fenômeno La Niña, esperado para 2024, deve se intensificar apenas em 2025. As projeções indicam uma probabilidade de 60% para a ocorrência do La Niña entre janeiro e fevereiro de 2025. Outra previsão, feita pelo Centro de Predição Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), aponta que o fenômeno tem 71% de chances de ocorrer até março de 2025, com impactos mais fracos e de curta duração. O La Niña é caracterizado pelo resfriamento das temperaturas da superfície do Pacífico equatorial central e oriental, além de alterações na circulação atmosférica tropical. Ou seja, com esse atraso do La Niña, as temperaturas médias globais continuam a quebrar recordes e o ano tende a ser mais quente.

Foto: Reprodução

Com a promoção de uma produção que respeita o meio ambiente e ações que trazem benefícios para agricultores familiares, o trabalho da CONAFER acompanha as tendências do agro em 2025. Neste ano, a CONAFER segue apoiando os pequenos produtores rurais e a produção sustentável no campo e nas aldeias indígenas do país, por meio de programas de melhoramento genético como o +Pecuária Brasil e +Genética no Sertão, e com iniciativas que levam a tecnologia para as comunidades mais remotas, como o programa PEC Brasil e o aplicativo Hãmugãy, que ajuda no monitoramento de incêndios nas florestas. O compromisso da Confederação com os agricultores familiares também continua sendo demonstrado com o Mais Vida Brasil e o projeto Albatroz, que têm o objetivo de levar saúde de qualidade para os indígenas, quilombolas, ribeirinhos, assentados, acampados e comunidades carentes.

]]>
+PECUÁRIA BRASIL: programa que revolucionou a genética no campo completa hoje 3 anos https://maispecuariabrasil.com/2024/02/pecuaria-brasil-programa-que-revolucionou-a-genetica-no-campo-completa-hoje-3-anos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pecuaria-brasil-programa-que-revolucionou-a-genetica-no-campo-completa-hoje-3-anos Thu, 15 Feb 2024 17:04:01 +0000 https://conafer.org.br/?p=29082 No dia 15 de fevereiro de 2021 surgia o +Pecuária Brasil. O seu planejamento nasceu um pouco antes, quando ainda em 2020 a CONAFER e a Alta Genetics estruturavam aquele que viria a ser o maior programa de melhoramento genético do país. Depois de 3 anos, presença nos 27 estados e 3,5 mil cidades com acordos de cooperação técnica assinados, podemos constatar em números a revolução que o +Pecuária provocou na bovinocultura nacional. O programa foi capaz de inaugurar algo inédito: a diminuição da distância entre pequenos e grandes produtores no acesso à bio reprodutividade. Desde a criação do +Pecuária Brasil, 100 mil inseminações foram realizadas, sendo 44 mil confirmadas. Já nasceram 16 mil bezerros e outros 16 mil vão nascer em breve. São 10,446 mil famílias atendidas. O sucesso do +Pecuária Brasil permite projetar mais de 1 milhão de bezerros nascidos até 2026. Motivos não faltam para comemorar o terceiro ano de uma ideia que se materializou num divisor de águas na pecuária brasileira

Os pecuaristas familiares nunca tiveram à disposição, e a custo zero, o acesso à moderna engenharia genética, por meio de um pacote tecnológico de inseminação bovina contemplando, além dos sêmens de touros raçadores, a orientação na nutrição e insumos, as aplicações hormonais, os diagnósticos de gestação, e toda a logística e aparato técnico até a efetiva prenhez do animal. 

O +Pecuária Brasil tem sido muito importante para o crescimento socioeconômico de estados e municípios. Além do aumento da produção dos rebanhos, de corte e leite, o programa está gerando mais renda e novos empregos nas 5 regiões. Outra vantagem do +Pecuária é a sua contribuição para o desenvolvimento da biotecnologia na bovinocultura nacional, ao mesmo tempo em que está de acordo com os objetivos de sustentabilidade do planeta. O efeito do +Pecuária Brasil impacta todo o segmento econômico da bovinocultura brasileira, incluindo o próprio agronegócio, pois as cadeias produtivas da carne e do leite acabam se somando na composição do PIB Nominal, na balança comercial e crescimento da renda per capita do país. 

A adesão ao programa dos produtores do Brasil inteiro, que pela primeira vez podem multiplicar os rebanhos com sêmens de touros provados das melhores raças, mudou o mapa da pecuária familiar em nosso país. O +Pecuária tem gerado descendentes fortes e saudáveis, bezerros que simbolizam o seu sucesso e o futuro da pecuária nacional. O campo nunca mais será o mesmo para milhares de famílias pecuaristas. Um dos objetivos do projeto é instaurar um novo tempo na bio técnica reprodutiva, criando a cultura da inseminação pelas próximas gerações de produtores.            

Razões que explicam o sucesso dos 3 anos do +Pecuária Brasil

O +Pecuária Brasil entrega ao pecuarista a prenhez do animal. 

A reprodução é um dos fatores que mais afetam a produtividade e a lucratividade de um rebanho. Uma fazenda com bom desempenho reprodutivo consegue produzir mais, vender mais e gerar mais lucro. Os pequenos produtores têm apoio técnico para o melhoramento genético do seu plantel sem nenhum custo durante 4 anos e com acompanhamento do gado inseminado até a sua prenhez. 

O +Pecuária Brasil aumenta a qualidade dos rebanhos.

As doses, insumos e logística são de responsabilidade da CONAFER. A alta qualidade dos sêmens tem a garantia da empresa Alta Genetics, player mundial em genética bovina. O programa trabalha com touros provados e acesso ao catálogo das melhores raças, reduzindo as chances de doenças genéticas nos plantéis.

O +Pecuária Brasil é mais lucro no negócio.

Com a melhora dos índices de reprodutividade, eleva-se a produção leiteira, a qualidade do gado de corte e a lucratividade final do produtor. A garantia de um rebanho certificado aumenta o valor do produto final, melhora a comercialização e cria perspectivas de futuro para o produtor. 

O +Pecuária Brasil é moderna engenharia genética na produção.

A tecnologia da inseminação artificial atua no aumento de produção de arrobas por hectare, no tamanho da carcaça, na fertilidade, na eficiência alimentar, na resistência a doenças. Em resumo: o melhoramento genético diminui o custo e aumenta a produção. Um software de Alta Gestão fará o gerenciamento da reprodução, melhorando a taxa de prenhez e os índices de reprodutividade. O sistema é online, e depois de alimentado com informações reprodutivas da fazenda, gera listas, gráficos e relatórios para tomadas de decisões de forma rápida e precisa. 

O +Pecuária Brasil atua na sustentabilidade do campo.

O melhoramento genético é a melhor ferramenta para responder à demanda por sustentabilidade ambiental. No mais positivo dos cenários, em relação ao desempenho, é possível ter o dobro de produção em metade das terras ocupadas atualmente pela bovinocultura. A produção sustentável garante mais lucros com menores custos, conserva os solos e os recursos hídricos, preserva a biodiversidade, possibilita o sequestro de carbono maior que a emissão de metano dos bovinos, além da pastagem com melhor qualidade nos períodos críticos do ano.

O +Pecuária Brasil leva desenvolvimento para estados e municípios.

O programa integra-se às políticas públicas de estado. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a CONAFER, os executivos estaduais e municipais têm a oportunidade de fomentar o setor, melhorar as condições socioeconômicas dos pequenos produtores, gerar mais empregos, levar nova tecnologia ao campo e ampliar as receitas com o crescimento de toda a cadeia produtiva agropecuarista.

]]>
PAUTA CONAFER: na busca do fomento de políticas públicas, Confederação recebe visita do Mapa https://maispecuariabrasil.com/2023/05/pauta-conafer-na-busca-do-fomento-de-politicas-publicas-confederacao-recebe-visita-do-mapa/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pauta-conafer-na-busca-do-fomento-de-politicas-publicas-confederacao-recebe-visita-do-mapa Wed, 24 May 2023 15:19:58 +0000 https://conafer.org.br/?p=23929 Uma equipe técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária, liderada por Irajá Lacerda, secretário-executivo do Mapa, reuniu-se com a equipe técnica da Confederação, em sua sede, em Brasília, na manhã de ontem, dia 23. Para a entidade é muito importante levar aos seus associados, agricultores familiares de todo o país, além dos inúmeros programas e serviços criados e desenvolvidos pela própria entidade, as políticas públicas de Estado que fazem a diferença nas comunidades mais vulneráveis, e que também fortalecem os produtores já inseridos na grande cadeia produtiva do campo. O vice-presidente, Tiago Lopes, junto com assessores e diretores, apresentou os trabalhos que estão em andamento em todo o país, como o +Pecuária Brasil, maior programa de melhoramento genético da bovinocultura nacional, o Mais Floresta Brasil, resultado de um acordo de cooperação técnica entre a CONAFER e o Ministério da Agricultura, além de outros projetos que estão fazendo a diferença no segmento agrofamiliar brasileiro

O secretário-executivo do Mapa, Irajá Lacerda, é mato-grossense de Cáceres. Formado em Direito pelo Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG) e inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso, desde 2008, iniciou as atividades como advogado em 2008, atuando na área de Direito Agrário e Direito Ambiental. Já foi presidente e vice-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB/MT entre 2017 e 2020, e presidiu a Câmara Setorial Temática de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, em 2017. Irajá Lacerda tem, portanto, muito conhecimento do segmento agrofamiliar, o que é importante nesta interlocução da CONAFER com o Mapa.

O vice-presidente Tiago Lopes falou da estrutura da Confederação formada pelas Secretarias Nacionais, Coordenações Regionais, Sindicatos e Federações. Dos projetos produtivos e de crescimento socioeconômico que estão sendo levados aos filiados de todas as categorias de agricultores familiares do Brasil, um trabalho focado em  agricultura familiar mais produtiva, rentável, sustentável, e principalmente, autônoma.

À esquerda da foto, Tiago Lopes, vice-presidente da CONAFER, apresentando os projetos da Confederação ao secretário-executivo do Mapa, Irajá Lacerda (canto direito da foto)

O secretário Irajá ouviu de Tiago Lopes um relato da presença da CONAFER em todo o território nacional. Foi apresentado o +Pecuária Brasil, programa de biotecnologia reprodutiva que está em todo o país, nos 27 estados, em 3 mil cidades, levando mais do que inseminação artificial, protocolos e logística, mas entregando a efetiva prenhez do animal, não existindo nada similar na história do segmento agropecuário. 

Os técnicos do Mapa conheceram o MAIS VIDA BRASIL, criado com uma série de serviços e benefícios voltados aos associados e colaboradores da CONAFER, em parceria com a BSF Saúde e o Terra Bank. Com a maior cobertura do mercado, o plano garante reembolso medicamento, orientação farmacêutica, assistência odontológica, telemedicina, seguro de vida e auxílio funeral. A ideia é que o segurado em caso de necessidade, entre em contato com o MAIS VIDA de uma forma simples, por meio de canais de atendimento. O serviço é desburocratizado para que todos tenham acesso, disponibilizado por canais telefônicos, canal via WhatsApp, com acesso muito mais fácil, muito mais rápido, tudo para não perder tempo. 

Outro programa muito importante para a CONAFER, e que foi apresentado ao Mapa, é o ERA nas Escolas, que contempla diálogos informais e educativos, brincadeiras lúdicas e coletivas, vídeos, coletas de dados, confecções de materiais por meio de sucatas recicláveis e retornáveis, cultivo de hortas, incluindo-se o ensino das cadeias produtivas e como os alimentos podem ser utilizados no preparo das refeições na escola, o que é  fundamental neste processo. O ERA nas Escolas desenvolve com as crianças ações e posturas responsáveis diante de problemas ambientais, como desperdício de água, queimadas, desmatamentos, extinção dos animais e poluição, sensibilizando-as sobre a importância da preservação dos ecossistemas e meio ambiente. 

Um programa que é exemplo de política pública, e ambiental ao mesmo tempo, é o Mais Floresta Brasil, resultado do Acordo de Cooperação entre a CONAFER e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão do Mapa, no apoio ao engajamento na regularização ambiental das propriedades agrofamiliares, envolvendo a implantação da recuperação de florestas e de tecnologias agroecológicas, conforme as diversas ações do plano de trabalho. O SFB tem a missão de promover o conhecimento, o uso sustentável e a ampliação da cobertura florestal, tornando esta agenda estratégica para a economia do país. E a CONAFER tem nas suas bases uma extensa ligação com os agricultores em todos os biomas brasileiros, podendo dar suporte nesta conexão entre os agrofamiliares e o Serviço Florestal, fortalecendo o caráter socioambiental do programa.

A equipe do Mapa também conheceu todo o trabalho que a CONAFER realiza em benefício das diversas categorias de agricultores, como as ações em favor dos povos indígenas e tradicionais de todo o país. A Confederação tem levado assistência para dezenas de aldeias de Norte a Sul do país, no Brasil mais profundo, como as aldeias ribeirinhas no Alto Rio Negro, com apoio permanente às comunidades de Barcelos e região, em especial os yanomamis e barés.

Na última década, a Confederação ampliou as suas bases nos 27 estados, gerando relações diariamente com novos associados, implantando centenas de acordos de cooperação técnica com órgãos públicos e privados, ligados diretamente ao setor agrofamiliar. Agora, por meio de novas plataformas digitais, agricultores de todo o país estão sendo conectados com novos produtos e serviços, dando início a um novo ciclo para consolidar ainda mais a marca CONAFER como sinônimo de agricultura familiar.

]]>
AMAZÔNIA AGROPECUÁRIA: plano do Mapa quer promover cadeias produtivas sustentáveis e gerar renda aos agrofamiliares https://maispecuariabrasil.com/2023/04/amazonia-agropecuaria-plano-do-mapa-quer-promover-cadeias-produtivas-sustentaveis-e-gerar-renda-aos-agrofamiliares-2/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=amazonia-agropecuaria-plano-do-mapa-quer-promover-cadeias-produtivas-sustentaveis-e-gerar-renda-aos-agrofamiliares-2 Mon, 10 Apr 2023 17:35:56 +0000 https://conafer.org.br/?p=23356 A Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), está coordenando o Plano Amazônia + Sustentável e suas ações para consolidação das cadeias produtivas na região amazônica. O objetivo é contribuir para a melhoria na geração de renda dos produtores rurais com a produção de alimentos seguros, saudáveis e com práticas sustentáveis, isto é, com zero emissão de carbono. A Portaria Nº 575, que cria o Plano, foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira, dia 6 de abril. A perspectiva é consolidar um modelo de agropecuária sustentável que viabilize a autonomia financeira aos produtores rurais, assentados da reforma agrária e povos tradicionais em nove estados da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

Coordenado pela Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI/Mapa), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o Plano de Desenvolvimento Agropecuário da Amazônia, o Plano Amazônia + Sustentável, para ampliar os canais de comercialização, de maneira a criar oportunidades de negócios, com equilíbrio entre eficiência produtiva, benefício social e conservação ambiental.

O Plano Amazônia + Sustentável propõe a integração de políticas públicas que tenham como foco o ordenamento territorial (regularização fundiária e conformidade ambiental), a estruturação produtiva (bioeconomia, sanidade, cadeias descarbonizantes, assistência técnica direcionada, agroindustrialização), o acesso a mercados (exportações, selos distintivos e certificação orgânica), a aquisição de alimentos, a inovação (soluções sustentáveis, difusão de tecnologia, mitigação de gases de efeito estufa) e valorização dos conhecimentos tradicionais.

Segundo a secretária do SDI, a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, Renata Miranda, “o Amazônia+Sustentável vem para trazer um conjunto de ações e iniciativas no caminho da consolidação da sustentabilidade de cadeias produtivas da amazônia, melhorando a convivência do homem com a floresta, gerando agregação de valor e diferencial competitivo aos produtos e fortalecendo para o mundo a percepção da produção sustentável na amazônia brasileira”.

Durante o processo de elaboração do Plano Amazônia+Sustentável o Mapa realizou oficinas técnicas nos nove estados beneficiados pelo Plano, ocasião em que foram definidos os territórios de atuação, três por estado, e as cadeias produtivas a serem trabalhadas nestes territórios. A existência de políticas públicas, de cadeias sustentáveis com potencial de agregação de valor, de instituições de pesquisa e monitoramento e o potencial de alavancagem de cadeias produtivas associados à marca “Amazônia”, foram alguns dos critérios utilizados para a seleção dos territórios.

As oficinas, promovidas em parceria com o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal (CAL), a agência alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), contaram com a participação e contribuições de parceiros importantes para o desenvolvimento do Bioma, como: secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, estaduais e municipais; Sebrae; Senar; Sudam; Embrapa; Emater; Conab; Banco da Amazônia; Banco do Brasil; Sicredi; Caixa Econômica Federal; Funai; ICMBio; OCB; Unicafes; INCRA; Universidades; Institutos Federais de Ensino, Pesquisa e Extensão; cooperativas; e associações de produtores.

O Mapa já tem projetos em andamento e em elaboração para os territórios selecionados, entre eles estão o Programa Rural Sustentável (PRS-Amazônia), que disponibiliza recursos para o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, à agricultura de baixa emissão de carbono e à conservação do bioma, e o SAFE (Agricultura Sustentável para Ecossistemas Florestais), que visa a implementação de tecnologias de produção agrícola inovadoras e sustentáveis na região de Altamira até 2026. O próximo passo é a realização Oficinas Territoriais nos estados para a elaboração de uma carteira de projetos junto aos parceiros estaduais e locais. 

Veja a íntegra da Portaria do MAPA Nº 575, de 5 de abril de 2023, que criou o Plano de Desenvolvimento Agropecuário da Amazônia – Plano Amazônia + Sustentável no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária:

“O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, tendo em vista o disposto na Lei nº 8.171, de 17 de janeiro de 1991, no Decreto nº 11.332, de 1º de fevereiro de 2023, e o que consta do Processo nº 21000.075664/2021-35, resolve:

Art. 1º Fica criado o Plano de Desenvolvimento Agropecuário da Amazônia – Plano Amazônia + Sustentável no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Art. 2º O Plano Amazônia + Sustentável tem por objetivo a convergência das políticas públicas agropecuárias e o ordenamento do território, por meio da regularização fundiária, da adequação ambiental e do fomento à produção, a partir de arranjos produtivos, melhor organização e agregação de valor das cadeias agropecuárias, contribuindo para a geração de renda e de alimentos seguros e saudáveis, para a redução do desmatamento do bioma Amazônia, para a ampliação dos canais de comercialização e para a geração de novas oportunidades de negócios, com equilíbrio entre eficiência produtiva, benefício social e conservação ambiental.

Parágrafo único. Na escala macrorregional, o Plano Amazônia + Sustentável priorizará o recorte geográfico do bioma Amazônia, conforme delimitado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Art. 3º O Plano Amazônia + Sustentável terá abrangência nos estados da Amazônia Legal, priorizando os territórios em escalas macrorregional, sub-regional e local.

Art. 4º O público beneficiário do Plano Amazônia + Sustentável será os agricultores familiares, os assentados da reforma agrária, produtores rurais, agrupados em diferentes formas de organização e os povos e comunidades tradicionais, podendo ser incluídas outras categorias do setor agropecuário.

Art. 5º Sob a coordenação da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, o Plano Amazônia + Sustentável terá as seguintes diretrizes:

I – promover a integração das ações empreendidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e suas Unidades vinculadas como forma de promover a sinergia e o aprimoramento de políticas públicas;

II – dialogar com outras esferas do Governo Federal para integrar as ações ao Plano Amazônia + Sustentável, com destaque para o aperfeiçoamento das vias de acesso, a fim de facilitar o escoamento da produção;

III – identificar as demandas nos territórios em consonância com as diretrizes do Plano Amazônia + Sustentável;

IV – buscar o diálogo com os Estados que compõem a Amazônia Legal diretamente ou por meio do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal (CAL);

V – utilizar ferramentas de gestão, com foco no planejamento estratégico, indicadores de desempenho e enfoque territorial;

VI – identificar os entraves que comprometem a competitividade das cadeias agropecuárias de relevância ou com potencial de desenvolvimento e encaminhar as soluções pertinentes que sejam da competência do Ministério da Agricultura e Pecuária;

VII – contribuir para a melhoria dos sistemas produtivos, do beneficiamento e do processamento de produtos agropecuários a partir da promoção dos mecanismos de rastreabilidade da cadeia produtiva agropecuária e da elaboração e implementação de planos de negócios;

VIII – apoiar a ampliação do acesso dos produtores agropecuários da região aos mercados, bem como a sua diversificação, incluindo o fomento ao uso de signos distintivos como ferramentas de desenvolvimento territorial e com potencial de agregação de valor aos produtos e serviços;

IX – apoiar o gerenciamento e a promoção do ordenamento da estrutura fundiária e conservação ambiental na Amazônia Legal, contribuindo, em especial, para a redução do desmatamento;

X – promover a implementação de boas práticas agropecuárias e estimular e monitorar a adoção de práticas que reduzam a emissão de gases do efeito estufa, especialmente o dióxido de carbono (CO2), e que gerem resiliência do setor agropecuário;

XI – promover a estruturação, o fortalecimento e o aprimoramento das cadeias da bioeconomia, em especial os produtos oriundos de sistemas agroflorestais biodiversos, do extrativismo e das cadeias produtivas da sociobiodiversidade;

XII – apoiar a ampliação do acesso dos produtores a crédito, assistência técnica produtiva, gerencial e comercial orientada por cadeias produtivas e planos de negócios, e tecnologias, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento de produtos com maior valor agregado; e

XIII – realizar estudo e pesquisa identificando novas tecnologias e ações de inovação agropecuária que possam ser disponibilizadas aos produtores.

Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.”

Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária.

]]>